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Augusto Cruz

Dr. Roberto Araújo, decano da advocacia - bodas de Rubi

por Augusto Cruz - 11/08/2020 352 Visualizações
Dr. Roberto Araújo, decano da advocacia - bodas de Rubi

No dia de hoje, 11 de agosto, comemora-se o Dia do Advogado e nada mais justo que homenagear um dos decanos da advocacia em atuação no distrito de Icoaraci, Dr. Roberto Santos Araújo, que no último dia 9, completou 40 anos de formado em direito pela UFPA, turma Dr. Júlio Augusto de Alencar.

Ele nos brinda com um emocionante relato, contando um pouco desta sua caminhada com noites em claro, fins de semana de estudo e muito trabalho. Todos esses sacrificios valeram a pena e hoje em dia o Dr. Roberto Araújo  é conceituado, atendendendo em seu confortável escritório com modernas instalações, recentemente revitalizado, informatizado e com amplas salas. Tudo no coração comercial da Vila Sorriso. Um advogado que está comprometido com o seu dever e tem prazer em ajudar os cidadãos

Na data que se comemora o dia do advogado, foi criado os dois primeiros cursos de direito no Brasil, por D. Pedro I, em 1827. Outras curiosidades do dia 11 de agosto: Os estudantes de direito festejam o chamado "Dia do Pendura". Em outras regiões do país os profissionais também comemoram no dia 19 de maio, dia de São Ivo, que é o padroeiro dos advogados.

Dr. Roberto Araújo, decano da advocacia - bodas de Rubi

O PORTAL ICOARACI, parabeniza o Dr. Roberto Santos Araújo pelas suas bodas de Rubi na área de direito e também à todos os advogados no seu grande dia!

 

A FORMATURA EM DIREITO
 40 anos de serviços prestados ao direito


No ano de 1975 foi uma luta com os estudos bem diferente dos anos anteriores. Cursava o último ano do ensino colegial(CH) no Colégio Estadual “Magalhães Barata”, conhecido como “Caranguejo Society”, turno vespertino, A rotina diária era intensa, acordava lá pelas 07(sete) horas, após o café ia para o comércio do papai localizado perto de casa, na rua Padre Júlio Maria próximo a travessa Pimenta Bueno, carregando comigo livros e cadernos, pois, qualquer folga estavam eles me acompanhando. Aproximadamente 12 horas um dos meus irmãos ia me substituir, tinha que tomar banho, almoçar e pegar o ônibus para ir ao colégio, a viagem durava mais ou menos 45(quarenta e cinco) minutos e no transcurso, tanto de ida quanto na volta sempre lia algum livro referente ao assunto do vestibular, que aconteceria no início de 1976.
Chegava em casa no retorno por volta das 06(seis) horas, sem perda de tempo, retornava para o comércio e junto os livros e cadernos, ficando até o fechamento que acontecia pelas 20(vinte) horas. Incontinente, após o jantar, ia para a casa da Ângela Sauma normalmente estudar para o vestibular, permanecendo até depois das 00 e por muitas vezes até 01 hora do dia seguinte. Ainda tinha tempo de apanhar a Dora no Colégio “Avertano Rocha” e levá-la em sua casa, normalmente 22(vinte e duas) horas.
No final de semana a diferença era que não tinha o Colégio, mas o tempo era maior para se dedicar ao vestibular e um jeitinho para diversão como cinema, uma festa. Muito embora tomava bebida alcóolica, não tinha objeção, além do mais tinha que ir para o comércio com horário para cumprir.
As horas, os dias, as semanas, os meses foram se passando e o vestibular se aproximando, primeiro a escolha do curso que foi difícil, pois a opção primeiro era psicologia, que deixei de lado em razão do ano de 1975 ter sido o início do curso na UFPA e o índice de aprovação foi bem alto, acima de 7(sete). Veio a opção por Letras, desistindo pela opinião da minha irmã Regina, que tinha sido aprovada em ano anterior, desistindo e aconselhou a não fazer. Já próximo do fim da inscrição fiz a opção por direito, não encontrando objeção, seguindo em frente, inscrevendo para o vestibular para o curso de direito, começando os sonhos, com imaginações inúmeras, me vendo subindo a Avenida Presidente Vargas, no sol de paleto e gravata;
Vieram as provas no início do ano de 1976 e aprovado para cursar direito na UFPA. Naquele ano direito só tinha curso na UFPA e no CESEP. Veio a matrícula e o meu número durante todo curso foi 7615035. A seguir comecei a cursar direito, no primeiro ano ou nos dois primeiros semetres foram disciplinas do básico, assim chamado para as disciplinas obrigatórias para os alunos que ingressavam nos cursos de direito, ciências economicas, ciências contábeis, história, geografia, ciências sociais entre outros, que faziam parte DOS CURSOS DE CIÊNCIAS HUMANAS. As disciplinas obrigatórias na área de humanas eram introdução a sociologia, introdução a filosofia, introdução economia, medotologia das ciências sociais. Introdução ao estudo do direito I era obrigatória para os alunos do curso de direito. Língua Portuguesa para todos os alunos que ingressavam na UFPA, Tinha uma matéria optativa referente a outro curso na área de ciências humanas, sendo que escolhi geografia humana I. Por fim uma língua estrangeira, escolhi inglês.
O curso básico começou com disciplinas que nunca tive conhecimento, com exceção de sociologia, língua portuguesa e inglês, o restante tudo era novidade. Filósofos, doutrinadores que jamais tinha ouvido falar. Professores com fama de diabo em forma de gente e alguns verdadeiros papai coração, Chegava logo a notícia de se livrar do professor tal e só acontecia se as notas do semestre eram de bom a excelente, pois poderia escolher o horário e o professor. O inverso era loteria, dependendo de vagas existentes. Sempre optei fazer o curso nas disciplinas nos horários da tarde ou da noite.
Aprovado em todas as disciplinas do básico estava apto a começar efetivamente o curso de direito. No caso de ficar devendo uma disciplina do curso básico não começava o profissional, que não foi o meu caso. O curso profissional era realizado todo na faculdade de direito localizada no tradicional “Largo da Trindade”, onde hoje funciona a OAB/PA. Todo o curso, incluindo o básico, era feito tradicionalmente em 04(quatro) anos, ou seja, no meu caso concluiria ao fim de 1979.
Na faculdade muitos acontecimentos marcantes. O encontro com estudantes de fim do curso, disciplinas efetivamente de direito, passando a ter gosto pelo curso, bons professores, alguns displicentes, fatos que merecem serem relatados em outra oportunidade. A festa organizada pela turma que concluia no semestre regada a salgadinhos, doces e refrigerantes para toda a faculdade, ainda tinha a bandinha do “Saint Clair”, funcionário da faculdade, que tocava na festa que acontecia na praça em frente. Para a formatura, diferente dos dias atuais, era formada uma comissão que buscava arrecadar fundos para os gastos com todos os eventos de colação de grau, desde tradiconal foto no jornal, cerimônia de formatura no “Teatro da Paz” até o baile de formatura.
O curso não era só códigos, livros e aulas, aconteciam momentos para relaxar. No básico, sempre que acontecia uma hora de aula vaga o caminho era o VADIÃO para encontro com os amigos, jogos no salão do prédio como bilhar, pembolim(totó). Na faculdade com relaçao aos jogos não era diferente, o de bilhar predominava, mas tinha aquele estudante de frequência diária, o que não acontecia comigo. Muitas das vezes ia nas lojas americanas, que acabava de chegar em Belém. Uns dos bons momentos era ir nos shows do “Projeto Pixinguinha”, sempre nas horas vagas. Os shows aconteciam de segunda a sexta, cantores vinham e passavam uma semana com dois espetáculos diários, sempre depois das 18 horas e o preço era módico, mais ou menos hoje R$ 20,00(vinte reais). Passaram pelo Teatro da Paz cantores como Bete Carvalho, Emilio Santiago, Nelson Cavaquinho, Paulo Diniz, Zezé Mota, Elza Soares entre tantos outros famosos, Eu era feliz e não sabia.
Poderia terminar o curso no final de 1979, porém, teria que sacrificar meu horário e optei em dividir as disciplinas nos dois últimos semestres com uma vantagem, faria todas as disciplinas do curso, inclusive as optativas, por consequente terminaria o curso no primeiro semestre de 1980.
O primeiro semestre de 1980 começou com a transferência de todo o curso de direito para o Núcleo Universitário do Guamá, permanecendo até hoje, onde ocorreram as aulas até o final do curso. O início das aulas foram marcadas com a formação da comissão de formatura, fato que deveria acontecer já no semestre anterior. O tempo estava curto, sendo constituída a comissão composta pelos colegas ANTÔNIO JOAQUIM, BERNARDO NUNES DE MORAES, ROSÂNGELA DE NAZARÉ CHAGAS, os colegas de Santarém(JOÃO DE MENDONÇA ALHO, RAIMUNDO COSMO SOARES e CLÁUDIO ARAÚJO FURTADO),. Eu fazia parte da comissão.
A comissão começou os trabalhos no final do mês de março daquele ano, determinando o valor que cada formando teria que contribuir e organizar os eventos para arrecadar fundos para os custos com fotográfo, foto no jornal, álbum de formatura, convites para cerimônia de colação no “Teatro da Paz”, baile de formatura no “Pará Clube”, com direito a bebidas, jantar, salgadinhos e doces. Teria que fazer muitos esforços, as reuniões eram constantes da comissão para organizar eventos para conseguir dinheiro a ser usado na formatura. Foi realizado um chopp com duas mil canecas vendidas e todas patrocinadas por empresas que corremos atrás, bem como foi doado meio boi para fazer churrasco a ser vendido no evento. O dinheiro arrecadado foi suficiente para todos os custos que tivemos. E bom ressaltar que a ajuda do fotográfo foi muito útil, pois, em razão dele participar de outras formaturas nos deu as informações neessárias para a busca dos recursos financeiros.
Depois de todos os esforços grandiosos da comissão foi marcada a data da formatura, com convites, foto no jornal e cerimônia de colação de grau. Foi uma noite inesquecível, lembrada para sempre pelos formandos e todos os envolvidos.
Claro que a gente nunca está só nas caminhadas, sempre teremos juntos aqueles que nos apoiam de um jeito ou de outro e que fizeram parte desta minha história. Deus acima de tudo, meus pais que estiveram todo tempo do meu lado, meus irmãos, a Dora que já caminhava ao meu lado e todos os colegas, desde o ensino ginasial e até o final do curso de direito que incentivavam com a dedicação ao estudo.
HOJE, 09.08.2020, PASSADOS 40 ANOS, SAUDADES DE TODOS OS COLEGAS FORMANDOS, ALGUNS JÁ ESTÃO NOS BRAÇOS DO PAI ETERNO COMO ANTÔNIO JOAQUIM DE SOUZA MORAES E JOSÉ AUGUSTO DE FIQUEREDO AFONSO, PAULO CORDEIRO GIROUX.
PARABÉNS PELOS 40 ANOS DE FORMADO, RECEBENDO O GRAU DE BACHAREL EM DIREITO.
FIQUEM COM DEUS



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