Mãe faz abaixo-assinado para filha jogar campeonato depois que foi proibida por ser menina
DuReis Oliveira

Mãe faz abaixo-assinado para filha jogar campeonato depois que foi proibida por ser menina

Clara Rodrigues, de 10 anos, é a goleira do time de futsal. Organização não aceitou a inscrição da menina no evento, que será realizado em Santa Catarina. Initial plugin text Depois de ver a filha Clara, de 10 anos, ser proibida de participar de um campeonato nacional de futsal com seu time por ser menina, a autônoma Renata Rodrigues decidiu fazer o abaixo-assinado "Deixem as meninas jogarem em todos os campeonatos". A petição popular, que já tem mais de 2 mil assinaturas, tem o objetivo de mobilizar a organização do evento, que será realizado de 23 a 27 de julho em Santa Catarina. Clara joga bola desde os 7 anos e atualmente é a goleira de um time de futsal paraense. A mãe, Renata, conta que a garota sempre jogou em times masculinos, pois nunca houve times só de meninas. “Dizer pra ela que não vai jogar só porque é menina, é difícil”, desabafa a mãe. Clara Rodrigues é a goleira do time de futsal. Renata Rodrigues/ Arquivo pessoal A recusa em fazer a inscrição da atleta pelo fato dela ser mulher gerou uma grande decepção para toda a família, que se preparava para realizar o sonho da menina. “O time inscreveu os atletas e teve a recusa porque ela é menina. Mas, no regulamento de futsal diz que aceitam mistos até 13 anos, então não teria motivo para essa recusa”, explica Renata. Depois que a situação de Clara veio a público, a família descobriu outros casos de meninas que foram proibidas de jogar. A autônoma conta que o time tentou recorrer da decisão, mas para não prejudicar os demais atletas no campeonato, desistiu. “A gente pode até não conseguir, mas vai lutar até o fim. Ela faz parte do time, se esforça, se dedica, já enfrentou preconceitos quando começou no time dos meninos, chamavam ela de ‘viadinha’. Eu sei o potencial dela e também sei a força que ela tem, sempre engolindo tudo em prol do sonho dela de jogar futebol”, afirma Renata. A menina, que estava vendendo docinhos para poder ganhar dinheiro para viajar, ficou muito triste com a situação. "Fico muito triste porque não posso jogar no campeonato que eu tanto quis por eu ser menina. Eu faço parte do time, mas eu não posso jogar. Dou meu melhor e eu quero ir, os meninos também querem isso, tá acontecendo com várias meninas, eu continuo lutando", falou emociona a menina Clara. Clara treina e joga junto com os meninos no Pará.

Renata Rodrigues/ Arquivo pessoal fonte:G1 PARÁ

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