Novo estudo conclui que ainda não há como afirmar queda da Covid-19 no PA e região metropolitana #Rss

Novo estudo conclui que ainda não há como afirmar queda da Covid-19 no PA e região metropolitana

Novo estudo conclui que ainda não há como afirmar queda da Covid-19 no PA e região metropolitana

02/06/2020 00h54 83

Nota técnica foi divulgada pelo Grupo de Trabalho sobre o Novo Coronavírus da UFPA, em parceria com a USP, Inpe e Unifesp. Pesquisadores recomendam isolamento social. Bruno Cecim/Agência Pará Uma nota técnica do Grupo de Trabalho sobre o Novo Coronavírus da Universidade Federal do Pará (UFPA), divulgada na noite desta segunda (1º), traz informações científicas e análises sobre o atual cenário da pandemia de Covid-19 no Pará. O documento conclui que não há como afirmar que há queda da Covid-19 no Pará ou região metropolitana de Belém e que, não havendo vacina ou medicamentos eficazes, a recomendação é continuar com o isolamento social. O estudo cita, ainda, que fatores da Covid-19 como ciclo, imunidade, período de incubação, etc., ainda não estão definidos internacionalmente, portanto, qualquer suposição sobre o comportamento da doença de modo uniforme seria "mera especulação e não deveria ser considerada, de maneira segura e responsável, por gestores públicos". Assinado por onze pesquisadores, o estudo foi realizado pelo Laboratório de Tecnologias Sociais, em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - confira na íntegra. Os pesquisadores citam um estudo feito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) que estima que a população infectada pelo novo coronavírus em Belém pode ser até dez vezes maior que os dados oficiais, devido ao subregistro de casos e a falta de testes, e afirma que "não é razoável admitir-se que as políticas públicas tomem como base exclusivamente dados oficiais (notoriamente subnotificados)". Nesta segunda, um novo decreto começou a vigorar no estado, flexibilizando atividades econômicas não essenciais, baseado segundo o governo estadual em estudo que apontou "tendência de queda", utilizando os dados oficiais de casos e óbitos de Covid-19. Em Belém, serviços e atividades não essenciais já podem voltar esta semana. A partir de quinta, estão autorizados shopping centers e salões de beleza, por exemplo. Queda é embasada em dados defasados, diz estudo O estudo afirma que, sob ponto de vista estatístico, a queda de infectados confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) ocorre devido à uma defasagem de ordem de dezenas de dias das notificações. Em uma semana, o Pará deixou de registrar quase mil óbitos. "(...) Os valores aferidos hoje terão que ser acrescidos de valores ocorridos no tempo futuro, numa espécie de estoque de casos de infectados e óbitos, com um alto grau de aleatoriedade associado", apontam os pesquisadores. Atraso nas prefeituras A nota técnica também afirma que as secretarias municipais poderiam diminuir o tempo da primeira notificação e consolidação dos dados pela Sespa e pelo Ministério da Saúde. Um levantamento do G1 apontou que quase 15 mil notificações foram divulgadas em atraso em boletins com datas anteriores. "Há relatos de secretarias, como a de Belém, de que isso é possível. Entretanto, mesmo sendo possível, não é o que é efetivado atualmente por nenhum dos municípios do Pará". Falta de teste e protocolos de morte Os pesquisadores apontam que há poucas horas para realização de teste de confirmação de mortes associadas à Covid-19, a não ser que houvesse tempo para testagem do paciente em vida, o que em larga escala se inviável "pela falta de testagem e pela dinâmica" dos protocolos de óbitos, segundo o estudo. "Como tal fato (testagem) não é o padrão constatado, é muito provável que se conviverá com a subnotificação como uma realidade factual". Initial plugin text fonte:G1 Pará



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