O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não deverá criar, neste momento, uma linha de crédito específica para clubes de futebol que possam sofrer perdas financeiras com a proibição das casas de apostas no Brasil, anunciada pelo governo federal na sexta (25/09)A possibilidade de utilizar recursos do banco para ajudar as equipes vinha sendo discutida como uma alternativa diante do impacto que o fim dos contratos com empresas de apostas poderia provocar nas finanças dos clubes.CONTEÚDOS RELACIONADOSLula assina MP que proíbe bets e dá prazo para apostadores resgatarem saldoTem dinheiro em bets? Saiba o que fazer após MP das apostasRemo e Paysandu: bets representam cerca de 5% das receitas dos clubesSegundo informações do jornal O Globo, representantes de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro negociaram com o Governo Federal medidas para amenizar os efeitos de uma possível interrupção das operações das bets no país.O BNDES, porém, informou que não participou das discussões e afirmou que seu estatuto não permite uma operação criada especificamente para compensar clubes de futebol por eventuais perdas provocadas pelo mercado de apostas.Por que as bets preocupam os clubes?A preocupação das equipes está relacionada ao peso que as empresas de apostas conquistaram no futebol brasileiro nos últimos anos. As plataformas passaram a ocupar espaços de destaque nos uniformes e se transformaram em uma das principais fontes de receita comercial de diversos clubes.Atualmente, 13 dos 20 clubes da Série A possuem empresas de apostas como patrocinadoras máster. Além disso, o setor movimenta aproximadamente R$ 1,1 bilhão em receitas de patrocínio aos clubes em 2026.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na sexta-feira (25/09), durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo, uma Medida Provisória (MP) que determina o fim das operações das plataformas de apostas esportivas e dos chamados cassinos online, incluindo o jogo conhecido como “Tigrinho”. A medida tem efeito imediato e estabelece o dia 5 de outubro como prazo final para que os apostadores retirem os valores disponíveis nas plataformas.A partir da publicação da MP fica proibido realizar novos depósitos nos sites e aplicativos de apostas. As plataformas, porém, permanecerão acessíveis até às 23h59 de 5 de outubro, exclusivamente para permitir o resgate dos saldos remanescentes.

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