Em 2026, o Brasil ultrapassou a Arábia Saudita e se tornou o segundo maior fornecedor de petróleo bruto da China, um dos maiores importadores do produto no mundo. O país asiático consome mais de 15 milhões de barris por dia e depende do mercado externo para cerca de 70% do abastecimento, o que faz a demanda chinesa um fator importante para os preços globais do petróleo e, consequentemente, para a economia mundial.Dados alfandegários divulgados nesta terça-feira (20/10) mostram que, entre janeiro e setembro, as importações chinesas de petróleo brasileiro somaram 44,29 milhões de toneladas, superando as exportações sauditas para o país, que totalizaram 43,12 milhões de toneladas no período.Conteúdos relacionados: Força Nacional do SUS apoia atendimentos no Amazonas após queimadasPreço do petróleo sobe com tensão entre EUA e IrãSupertufão Champi: tempestade mais forte do planeta ameaça regiões da ÁsiaAinda segundo os dados, somente em setembro, o Brasil exportou 5,15 milhões de toneladas de petróleo bruto para a China, volume equivalente a 1,25 milhão de barris por dia (bpd). De acordo com as autoridades, o resultado representa um crescimento de 18% em relação ao mesmo mês de 2025.Na direção contrária, as exportações sauditas para o mercado chinês recuaram 62% na comparação anual, totalizando 2,70 milhões de toneladas, ou 660 mil barris por dia. Atualmente, o país é o segundo maior produtor de petróleo do mundo.Já a liderança do ranking continua com a Rússia, que exportou 9,94 milhões de toneladas de petróleo para a China em setembro, o equivalente a 2,42 milhões de barris por dia. O volume representa um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na quarta posição, o Iraque exportou 4,84 milhões de toneladas de petróleo para o mercado chinês em setembro, o equivalente a 1,18 milhão de barris por dia. Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!Além do crescimento das exportações brasileiras em setembro, os dados alfandegários mostraram outra novidade. De acordo com os registros, no mesmo período, a China não importou petróleo bruto dos Estados Unidos, da Venezuela ou do Irã, nações que antes representavam uma fatia crítica da segurança energética chinesa.De acordo com análises de economistas, a ausência de exportações dos Estados Unidos e da Venezuela teria relação com mudanças nas relações comerciais entre os países, além de sanções e alterações no controle e no direcionamento da produção e das vendas externas.Já no caso do Irã, é resultado do bloqueio naval e da operação americana denominada “Economic Outcast”, que interrompeu o envio de petróleo ao mercado internacional.

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/brasil/966190/brasil-se-torna-o-2-maior-fornecedor-de-petroleo-da-china-em-2026