A estreia de Thiago Carpini no comando do Clube do Remo terminou com derrota por 2 a 1 para o Santos, mas também serviu para o treinador conhecer melhor o elenco em uma situação de jogo. Após a partida, o treinador destacou pontos positivos, mas admitiu que ainda há muito a corrigir na equipe. Para Carpini, o volume de posse apresentado pelo Leão precisa ser transformado em mais oportunidades. O treinador também citou aspectos físicos, mentais e técnicos que serão trabalhados durante o período sem partidas antes do duelo contra o Grêmio, no dia 7 de outubro."Foi muito importante o jogo de hoje para conhecer de perto os atletas no jogo, nos 90 minutos. Claro que o dia a dia também é importante para entender melhor as características. Uma coisa é você assistir de casa e acompanhar, outra coisa é o treino e outra coisa é o jogo, então, foi muito válido", destacou.Conteúdo Relacionado:Remo perde para o Santos, afunda no Z-4 e chega a 10 jogos sem vencerOscilação é o maior problema do Remo na Série A, diz MarcelinhoPosse de bola precisa virar chances"Algumas conclusões já ficaram bem claras para mim, de situações que a gente precisa evoluir e, na minha opinião, são em todos os aspectos, o mental, o físico. Mas eu fiquei contente com bastante coisa que eu vi no jogo de hoje, nós tivemos um treino só na quinta-feira, ontem foi véspera, não fizemos muita coisa e eles conseguiram assimilar bastante coisa. Enfrentamos uma grande equipe e tivemos uma posse interessante, pouca finalização. Temos que ajustar essa posse com mais efetividade, agora entendendo melhor as peças, o que nós temos em mãos."Remo ainda acredita na permanência"Tivemos poucas opções também para poder mexer por ausências no departamento médico. Tudo isso é claro que são dificultadores, mas não estou aqui para me justificar dando desculpas. O sentimento do vestiário, dos atletas é que eles lutaram muito, fizeram o melhor e vai ser assim a cada jogo. Vamos continuar trabalhando para melhorar em todos esses aspectos, chegar vivo contra o Grêmio, depois chegar vivo na próxima rodada e assim tentar chegar vivo até a última rodada, onde tudo se define. Nós não jogamos a toalha, ainda é possível, eu sigo acreditando, muito pelo contrário, esses atletas que estão aqui há muito tempo já sofrendo com essa situação também, ninguém jogou a toalha. Estamos muito convictos que precisamos evoluir e nós vamos melhorar."Mudanças aconteceram por necessidade"As modificações todas foram por necessidade, todos eles pediram modificações. O que vocês viram, eu também vi. O Picco estava muito bem no jogo, uma pena que ele não sustentou e pediu para sair, o Zé (Ricardo) pediu para sair, o Vitor (Bueno) pediu para sair, o Galeano pediu para sair. Eu preciso mexer, estou conhecendo o elenco, então eu preciso oportunizar a todos. Hoje eu não tinha o Patrick, tinha o Jaderson, hoje eu não tinha o Jajá, tinha o Tico. É o elenco, é o que eu tenho, e eu vou utilizar todos e vou tentar tirar o melhor desses atletas e dar oportunidade a todos, a seleção é natural, cada um agora vai ocupando o seu espaço."Carpini defende Poveda após expulsão"Eu não acredito isso em um desequilíbrio emocional, porque na minha opinião não foi um lance para expulsão. Ele tinha razão na reclamação quando o Wilton expulsou ele, mas se ele fosse adotar esse critério, ele tinha que ter expulsado o Rony quando saiu, porque eu estava na beirada do campo e eu sei o que foi falado, e tinha tido que ter expulsado. Ou ter chamado, e tido o mesmo critério com o Rodinei, que falou absurdo para o quarto árbitro e para o quarto árbitro e para o árbitro, mas infelizmente não aconteceu o mesmo peso e a mesma medida. Eu não quero entrar nesse mérito, porque a arbitragem foi muito boa, não tenho nada para falar da arbitragem. Em relação ao Poveda, falando da questão emocional, ele não teve culpa da expulsão, a expulsão não foi justa, mas se tivesse adotado esse critério, tinha que ter expulsado do Santos também."Período de preparação será importante"Nós temos até mais de 17 dias se eu não me engano. Vamos ter um período bacana, são ajustes que vamos fazer, como eu falo, trocar o pneu com o carro andando, questão mental, física, técnica. Claro que a gente vem de um bom trabalho do Léo Condé, um treinador competente, mas às vezes são ideias diferentes e elas precisam de um pouquinho de tempo para assimilação. Hoje, em números físicos, a equipe rodou muito mais do que vem rodando, acelerou, competiu, duelou mais, acho que isso é uma característica do meu trabalho, e com o trabalho e o comportamento isso tende a melhorar, em relação à formação."
Fonte original: https://dol.com.br/esporte/remo/963268/carpini-lista-problemas-encontrados-apos-estreia-pelo-remo




