Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (23/09), a Polícia Civil do Ceará revelou que os exames periciais e imagens de câmeras de segurança indicaram que a jovem Isabelle Caracristi, de 22 anos, se jogou do rooftop do prédio onde morava, em Fortaleza. De acordo com as autoridades, o laudo classificou o episódio como uma "precipitação voluntária" e apontou que a jovem caiu em posição vertical, levando cerca de três segundos até atingir o solo.Segundo o perito-geral Júlio Torres, uma das câmeras analisadas reforça a dinâmica indicada pela perícia. "Tem uma câmera que corrobora com essa dinâmica fornecida pela perícia", disse durante coletiva. Conteúdos relacionados: Caso Isabelle Caracristi: namorado da jovem é preso em FortalezaPF mira Alexandre Pires em operação sobre garimpo ilegalMeta tira do ar perfil de série de Fábio Porchat sobre Master e LagoinhaApesar das evidências técnicas, os investigadores afirmam que o caso ainda não está encerrado e apuram se havia outra pessoa no rooftop, a movimentação no edifício e os acontecimentos que antecederam a queda da jovem.“Nós temos a informação técnica do nosso órgão de perícia que aponta para realmente o suicídio, para a precipitação voluntária. Mas nada é descartado, se teve algum auxílio, o que levou até aquele momento, se mais alguém estava naquele ambiente, o horário em que o namorado esteve no apartamento, que horas saiu e retornou, quando ele esteve fora, onde ele estava”, disse o Delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez.A polícia também investiga o comportamento de João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado de Isabelle, que está preso e é investigado por induzimento, instigação ou auxílio a suicídio e violência psicológica. Segundo os investigadores, ele voltou ao condomínio após a morte para procurar o celular da jovem, buscou pertences, deixou o imóvel com malas e apagou perfis nas redes sociais. Além disso, testemunhas relataram que o apartamento teria sido limpo e colocado à venda e que João teria pedido ao administrador do prédio que impedisse a entrada de familiares de Isabelle. “O fato dele não se apresentar e não constituir advogados para esclarecer os fatos, em nenhum momento se colocou à disposição para esclarecimentos dos fatos, foi levado em conta pelas autoridades. Isso culminou na medida de prisão”, disse o delegado.Segundo as autoridades, o celular de Isabelle estava no bolso dela no momento da queda e ficou seriamente danificado com o impacto. A família recebeu o aparelho, que posteriormente foi encaminhado à perícia. Os técnicos conseguiram recuperar, por meio de um backup em nuvem, as mensagens enviadas e recebidas até as 2h do dia 13. Já o conteúdo entre esse horário e 20h40, momento estimado da morte, não pôde ser restaurado.Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!Ainda de acordo com as autoridades, as imagens mostraram que Isabelle permaneceu por aproximadamente uma hora e meia no 23º andar antes da queda. Durante esse período, ela usou o celular para conversar e trocar mensagens com outras pessoas. Relembre o casoIsabelle morreu na noite do último dia 13 de setembro, após cair do 23º andar do condomínio onde vivia com João, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Segundo o exame cadavérico, a jovem sofreu politraumatismo, com lesões "compatíveis com o impacto contra o solo", e não foram identificados agressões posteriores à queda, Além disso, o teste toxicológico não encontrou drogas ou medicamentos no organismo. Antes da queda, câmeras registraram a jovem no hall de entrada, no elevador e, posteriormente, seguindo para o rooftop. Nesta terça-feira (22/09), o namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, foi preso preventivamente por suspeita de obstrução da Justiço.De acordo com a defesa dele, João não estava no edifício no momento da queda e o desaparecimento dele após a morte ocorreu porque estava abalado com o episódio. Ainda segundo a defesa, ele era casado com outra mulher e estava em processo de divórcio.
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/brasil/963568/caso-isabelle-caracristi-pericia-aponta-queda-voluntaria-da-jovem




