O executivo-chefe e fundador da Nvidia, Jensen Huang, afastou de forma categórica as visões catastrofistas que apontam um possível colapso da humanidade provocado pela inteligência artificial nos próximos anos. Em entrevista concedida ao canal norte-americano CBS News, o líder da gigante dos semicondutores declarou que existe "0% de chance de a inteligência artificial acabar com o mundo até 2030", rebatendo diretamente as projeções pessimistas de especialistas e executivos rivais que temem um cenário de risco existencial em curto prazo.A declaração de Huang surge em um momento de intenso debate na indústria de tecnologia sobre o ritmo de avanço da inteligência artificial generativa. Enquanto lideranças como Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendem publicamente uma desaceleração controlada na evolução dos modelos para mitigar riscos cibernéticos e falhas de alinhamento, Jensen Huang posiciona-se em sentido oposto. Veja também:ChatGPT inventa depoimentos em caso de homicídio nos EUAO motivo que fez o dono do ChatGPT mandar frear testes com IAConheça o GPT-6 Astra: a IA que vai mudar a internet para semprePara o CEO da Nvidia, o setor deve avançar o mais rápido possível no aperfeiçoamento das ferramentas, garantindo a prosperidade econômica e a liderança tecnológica, desde que rigorosos critérios de segurança sejam respeitados antes que qualquer sistema seja colocado no mercado.

Exclusive: Nvidia CEO Jensen Huang tells CBS News’ @JoLingKent that he believes there are “ulterior reasons” behind claims that AI could end humanity, and said there is a “zero percent chance” 2030 will be the end of the world. More tomorrow on CBS Sunday Morning. pic.twitter.com/hMd6VmszDx— CBS Sunday Morning 🌞 (@CBSSunday) September 19, 2026Apesar da postura entusiasmada quanto ao ritmo das inovações, Huang ressaltou que velocidade não pode ser confundida com imprudência. O executivo reforçou que produtos inseguros ou incompletos jamais devem ser lançados comercialmente.Essa discussão ganha força após episódios recentes em que sistemas autônomos apresentaram comportamentos inesperados em testes operacionais, levantando questionamentos sobre a necessidade de novas regulamentações estatais. Huang mantém sua posição contrária a barreiras burocráticas excessivas, alinhando-se a visões como a de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que defende que a própria concorrência de mercado e os mecanismos de responsabilidade civil atuam como salvaguardas eficazes contra abusos.

Fonte original: https://dol.com.br/carajas/noticias/tecnologia/963273/ceo-afirma-que-ia-tem-0-de-chance-de-fim-do-mundo-ate-2030