Nesta quinta-feira (24/09), a defesa de Jair Bolsonaro desistiu do pedido apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender imediatamente o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela participação do ex-presidente na trama golpista.Contudo, poucas horas depois de protocolar a medida, o escritório Ávila de Bessa comunicou à Corte que não seguiria com a ação. O pedido havia sido encaminhado ao ministro Nunes Marques, relator de uma revisão criminal apresentada pelo próprio escritório em maio deste ano, e tinha como intenção conseguir, em caráter liminar, a suspensão da execução da pena até que o STF julgasse definitivamente a revisão criminal.Conteúdos relacionados: Verônica Costa, a Mãe Loira do Funk, tem prisão decretada no RioInvestigação aponta que Flávio Bolsonaro viajou em avião de Daniel VorcaroEsquema de mineração ilegal levou PF até Alexandre PiresUm dos principais argumentos apresentados pela defesa questionava a competência da Primeira Turma do Supremo para julgar Bolsonaro e afirmava que o Regimento Interno do STF estabelece que cabe ao plenário processar e julgar, nos crimes comuns, o presidente da República.Contudo, os advogados reconheceram que o regimento não define expressamente qual órgão deve julgar um ex-presidente por fatos que teriam ocorrido durante o exercício do mandato e, a partir dessa lacuna, sustentaram que a questão deveria ser submetida ao plenário da Corte, e não a uma das turmas.Além disso, a petição retomou também a alegação de cerceamento de defesa, relacionada ao acesso tardio e incompleto às provas reunidas durante a investigação. Para sustentar esse ponto, os advogados citaram como exemplo a recente crise no STF envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro.Cerca de duas horas depois de apresentar o pedido, porém, o escritório informou ao Supremo que havia decidido desistir da medida. Na sequência, também anunciou que deixaria de atuar no caso.Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!Em nota divulgada à imprensa, o escritório afirmou que a mudança ocorreu por uma revisão da estratégia adotada no processo. “Trata-se de uma reavaliação da estratégia da defesa. A partir deste momento, a condução do caso ficará integralmente a cargo dos advogados que atuaram na defesa durante a ação penal", disse. "Por essa razão, entendeu-se mais adequado desistir do pedido de liminar, para que os colegas possam avaliar as medidas que pretendem adotar. O escritório Ávila de Bessa não atuará mais no caso”, completou a nota.Com a desistência, caberá agora à equipe que atuou na ação penal avaliar quais medidas serão adotadas daqui em diante no processo que envolve a condenação de Bolsonaro.
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/brasil/963675/defesa-de-bolsonaro-larga-caso-do-ex-presidente-apos-pedido-no-stf




