A dor de cabeça, também chamada de cefaleia, pode ser uma doença em si ou aparecer como consequência de outro problema de saúde. Essa diferença é importante para determinar quando o quadro pode ser acompanhado de forma habitual e quando precisa de investigação.As cefaleias são classificadas, de maneira geral, em dois grupos: primárias e secundárias. Nas cefaleias primárias, a própria dor é a doença. É o caso da enxaqueca, da cefaleia tensional e da cefaleia em salvas. Embora algumas dessas condições provoquem dores bastante intensas, elas não necessariamente representam uma emergência.Já as cefaleias secundárias aparecem como consequência de outra doença ou alteração no organismo. Entre as possíveis causas estão sangramentos cerebrais, aneurismas rompidos, trombose venosa cerebral, infecções, tumores, inflamações dos vasos sanguíneos e outras condições que podem exigir atendimento urgente.Quando a dor de cabeça é preocupante?Algumas características da dor de cabeça são consideradas sinais de alerta e podem indicar a necessidade de investigação médica. A intensidade, a velocidade com que a dor aparece, os sintomas associados e as condições de saúde do paciente são fatores importantes nessa avaliação.Dor súbita e muito intensaUma dor de cabeça que começa repentinamente e atinge grande intensidade em poucos segundos merece atenção imediata. Esse tipo de manifestação é conhecido como cefaleia em trovoada e pode ser descrito pelo paciente como uma das piores dores que já sentiu.Entre as possíveis causas estão a ruptura de aneurisma cerebral, determinados tipos de acidente vascular cerebral (AVC), alterações nos vasos sanguíneos do cérebro e outras condições neurológicas.Quer ler mais notícias de saúde? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!Quando a dor aparece acompanhada de confusão, sonolência, convulsões ou fraqueza em alguma parte do corpo, a procura por atendimento médico deve ser ainda mais rápida.É importante lembrar que intensidade, sozinha, não determina a gravidade. Enxaqueca e cefaleia em salvas, por exemplo, também podem provocar dores muito fortes. O surgimento de uma dor nova ou diferente do padrão habitual, porém, deve ser avaliado.Dor de cabeça que começa depois dos 50 anosO aparecimento de uma nova dor de cabeça após os 50 anos também é considerado um sinal de alerta. Nessa faixa etária, aumenta a possibilidade de que a cefaleia esteja relacionada a outras condições de saúde.Por isso, uma dor que nunca havia aparecido antes ou que apresenta uma mudança importante no padrão deve ser investigada por um profissional de saúde.Dor que piora ao tossir, espirrar ou mudar de posiçãoOutra característica que merece atenção é quando a dor de cabeça piora ao tossir, espirrar, fazer esforço ou se inclinar.Alterações relacionadas à pressão dentro do crânio ou ao líquido que envolve o cérebro podem estar entre as causas. Dores que mudam significativamente conforme a posição do corpo ou que acordam a pessoa durante a noite também devem ser avaliadas.Dor acompanhada de outros sintomasFebre, calafrios, perda de peso, dor no corpo ou alterações do estado mental associados à dor de cabeça podem indicar que existe uma condição sistêmica por trás do sintoma.Pessoas que já receberam diagnóstico de câncer ou que apresentam comprometimento do sistema imunológico também precisam de avaliação individualizada diante de uma nova cefaleia.Dor de cabeça com sintomas neurológicosFraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, alterações da visão, tontura, perda de equilíbrio ou convulsões são sinais que exigem atenção médica.Em algumas situações, esses sintomas podem estar relacionados a um AVC. Nesses casos, o atendimento rápido é fundamental para a avaliação e o início do tratamento.Alterações visuais, como visão dupla, escurecimento da visão ou perda temporária da visão, também podem aparecer em diferentes doenças neurológicas e precisam ser investigadas de acordo com o contexto.Dor de cabeça durante a gravidez ou após o partoUma nova dor de cabeça durante a gravidez ou nas primeiras semanas depois do parto também merece avaliação, especialmente quando apresenta características diferentes das dores habituais.Esse período está associado a alterações que podem aumentar o risco de algumas complicações neurológicas e vasculares. Por isso, uma cefaleia nova ou que muda de padrão não deve ser ignorada.Dor de cabeça frequente também precisa de atençãoNem toda dor de cabeça preocupante está relacionada a uma doença grave. Enxaqueca e cefaleia tensional são exemplos de condições primárias que podem afetar significativamente a qualidade de vida.Crises frequentes podem prejudicar o sono, o trabalho, os estudos e as atividades do dia a dia. Por isso, pessoas que apresentam dores recorrentes ou intensas devem procurar avaliação médica para identificar a causa e conhecer as opções de tratamento.Outro ponto importante é o uso frequente de medicamentos para controlar a dor. A automedicação e o uso excessivo de alguns analgésicos podem contribuir para a manutenção ou piora das cefaleias em determinadas situações.Nem toda cefaleia secundária significa uma doença graveOs sinais de alerta não significam necessariamente que o paciente tenha uma doença grave. Eles servem para identificar situações em que uma investigação mais cuidadosa pode ser necessária.A avaliação médica considera o histórico do paciente, o padrão da dor, os sintomas associados e, quando indicado, exames complementares.Por isso, uma dor de cabeça que mudou de característica, ficou mais frequente ou passou a ser mais intensa deve ser comunicada a um profissional de saúde. Em situações de início súbito e intenso, especialmente quando há perda de força, alterações na fala ou visão, confusão, convulsões ou desmaio, a orientação é procurar atendimento de emergência.
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/te-cuida/963896/dor-de-cabeca-veja-os-sinais-de-alerta-que-nao-devem-ser-ignorados




