O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu aos 84 anos, no domingo (18), em São Paulo, em decorrência de complicações de um câncer de próstata. O artista tratava a doença havia cerca de um ano e estava internado no Hospital 9 de Julho. A morte reacendeu o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce desse tipo de tumor, que pode evoluir silenciosamente.Conhecido por sucessos como “Retalhos de Cetim”, “Meu Amigo Charlie Brown” e “Do Jeito Que a Vida Quer”, Benito marcou a música popular brasileira ao combinar elementos do samba com arranjos românticos e o piano.O que é o câncer de próstata?O câncer de próstata é um tumor maligno que se desenvolve na próstata, glândula do sistema reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. O órgão produz parte do líquido que compõe o sêmen, contribuindo para a nutrição e a proteção dos espermatozoides.A doença ocorre quando células da próstata passam a se multiplicar de maneira descontrolada. Em muitos casos, o crescimento do tumor é lento, mas algumas formas podem evoluir rapidamente e atingir outras partes do organismo, em um processo conhecido como metástase.A condição está entre os tumores mais frequentes entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar aproximadamente 77.920 novos casos por ano no triênio de 2026 a 2028. Quais os fatores de risco?A idade é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença, especialmente a partir dos 60 anos. No entanto, outros aspectos também podem aumentar a probabilidade de ocorrência do tumor.Entre os principais fatores de risco estão:Histórico familiar: ter pai ou irmão diagnosticado com câncer de próstata, principalmente antes dos 60 anos.Idade avançada: a incidência aumenta conforme o envelhecimento.Sobrepeso e obesidade: podem estar associados a maior risco de formas agressivas da doença.A presença de fatores de risco não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer, assim como a ausência deles não elimina a possibilidade de diagnóstico. Quer mais notícias de Saúde? Acesse o canal do DOL no WhatsAppQuais são os sintomas do câncer de próstata?Nas fases iniciais, a doença pode não apresentar sinais perceptíveis. Por isso, a ausência de sintomas não garante que a próstata esteja saudável.Quando aparecem, os sintomas mais comuns incluem:Dificuldade para começar a urinar;Demora para iniciar ou terminar a micção;Jato de urina mais fraco;Necessidade de urinar com maior frequência durante o dia ou à noite;Presença de sangue na urina.Esses sinais não indicam necessariamente câncer, pois também podem estar relacionados a condições benignas, como o aumento da próstata e inflamações. Ainda assim, é importante procurar avaliação médica caso ocorram.Como é feito o diagnóstico?A investigação pode incluir o exame de sangue PSA, que mede os níveis do antígeno prostático específico, e o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar características da próstata.Alterações nesses exames não confirmam, isoladamente, a presença de câncer. Quando há suspeita, o especialista pode solicitar exames complementares e indicar uma biópsia, procedimento que permite analisar amostras do tecido prostático e confirmar o diagnóstico.A necessidade e a frequência dos exames devem ser avaliadas individualmente com um profissional de saúde, considerando fatores como idade, histórico familiar e condições clínicas. Como é feito o tratamento? O tratamento depende de fatores como o estágio da doença, a velocidade de crescimento do tumor e as condições gerais de saúde do paciente.Nos casos de tumores localizados e de evolução lenta, pode ser indicada a vigilância ativa, com acompanhamento médico periódico. Outras possibilidades incluem cirurgia, radioterapia, terapia hormonal e, em situações específicas, quimioterapia ou tratamentos direcionados.Quando o câncer é identificado precocemente, as chances de sucesso do tratamento tendem a ser maiores. Por isso, o acompanhamento médico e a investigação de possíveis sinais são importantes para reduzir o risco de complicações.
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/te-cuida/965985/entenda-a-doenca-que-causou-a-morte-de-benito-di-paula




