A Polícia Militar prendeu, na manhã desta terça-feira (22), Bruno Batista Assunção, conhecido como “Burro Preto”, apontado como o homem que efetuou os disparos que mataram Layane Porto, em Nova Marabá, no sudeste do Pará. O suspeito foi localizado em uma área de mata no Brejo do Meio, na região do Rio Preto, zona rural de Marabá.Segundo a major Luciana, da Polícia Militar, as equipes iniciaram as buscas imediatamente após tomar conhecimento do feminicídio, ocorrido na segunda-feira (21). As diligências envolveram diferentes unidades policiais e contaram com informações repassadas pela própria comunidade.Como a Polícia Militar encontrou o suspeito de matar Layane?De acordo com a major Luciana, as buscas pelo executor não foram interrompidas desde o momento em que a Polícia Militar tomou conhecimento do crime. Equipes passaram a coletar e checar informações sobre o possível paradeiro de Bruno.Promotora de vendas é executada a tiros na porta de oficina mecânica+“A comunidade repassou muitas informações. Checamos in loco cada uma delas até se chegar à informação do paradeiro do Bruno”, explicou a major.Após receber a informação sobre o esconderijo, os policiais seguiram para a região de mata e realizaram uma campana. As equipes permaneceram no local durante as diligências até conseguirem efetuar a prisão de Bruno na manhã desta terça-feira. No ponto onde o suspeito estava escondido, os policiais encontraram uma motocicleta que teria sido utilizada por ele e uma rede montada em meio à vegetação, que teria servido de abrigo durante a fuga.Quem são os envolvidos presos pelo feminicídio de Layane Porto?Além de Bruno Batista Assunção, outros envolvidos no caso foram presos ou apresentados às autoridades.O primeiro a ser preso foi Douglas, ex-companheiro de Layane Porto. Segundo a Polícia Militar, ele foi localizado ainda na tarde de segunda-feira (21) e apresentado na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).A PM também confirmou a prisão de Robson, apontado como a pessoa que teria fornecido suporte logístico para a fuga de Bruno e para o esconderijo utilizado pelo suspeito.Vídeo: suspeito de mandar matar promotora em Marabá é preso pela PM+“Localizamos o nacional Robson também, que é outra pessoa envolvida, que foi a parte que cedeu a logística para a fuga e para onde ele ficaria escondido”, afirmou a major Luciana. Segundo a comandante, Robson permanece preso. As forças de segurança ainda realizam diligências para identificar outros possíveis envolvidos no crime. A investigação busca esclarecer como teria ocorrido o planejamento e qual foi a participação de cada pessoa.Polícia reúne equipes para localizar executor em MarabáA captura de Bruno contou com a atuação conjunta de diferentes unidades da Polícia Militar. Além do 34º Batalhão de Polícia Militar, participaram das diligências equipes do 4º Batalhão, do Batalhão de Missões Especiais (BME) e do Batalhão Rural.De acordo com a major Luciana, o policiamento do Batalhão Rural auxiliou nas ações de entrada na região de mata localizada em uma chácara na área do Brejo do Meio. A operação ocorreu durante horas de buscas e diligências, com as equipes verificando informações recebidas e realizando incursões na região rural de Marabá.Layane Porto havia sido ameaçada antes do feminicídioDurante a entrevista, a major Luciana fez um alerta para mulheres que vivem situações de violência doméstica, relacionamentos abusivos ou que estejam sofrendo ameaças.Segundo a policial, informações levantadas durante o atendimento do caso indicam que Layane Porto havia sido ameaçada antes de ser morta, mas não teria procurado as forças de segurança para comunicar a situação.“Que as mulheres possam confiar e ter confiança de que vai ser solucionado, ter confiança de que elas também, como pessoas, têm todos os direitos e vão ter seus direitos assistidos”, afirmou a major. A comandante destacou ainda a atuação da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Marabá e ressaltou que as forças de segurança estão capacitadas para atender ocorrências envolvendo violência contra a mulher.Major faz alerta para mulheres vítimas de violênciaPara a major Luciana, a prisão dos envolvidos não é capaz de reparar a perda de Layane Porto, mas pode contribuir para responsabilizar os investigados e reforçar a importância da denúncia.Homem é preso por violência doméstica na Velha Marabá+“A vida da Laiane não retoma mais. A gente sabe que familiares estão enlutados, entristecidos com o ocorrido. Eu sei que a prisão dos envolvidos não vai trazer a Laiane de volta”, declarou. A major reforçou que mulheres que sofrem ameaças ou violência devem procurar ajuda e comunicar o caso às autoridades. Segundo ela, somente na segunda-feira outras situações envolvendo mulheres foram levadas à DEAM de Marabá.“A Polícia Militar está bem atuante e também junto com a ideia de que agressor de mulher nesse estado não vai ter paz”, afirmou.Investigações continuam em MarabáCom a prisão de Bruno Batista Assunção, apontado pela Polícia Militar como executor, de Douglas, ex-companheiro de Layane, e de Robson, que teria fornecido suporte logístico para a fuga e o esconderijo, as investigações continuam.A Polícia Militar informou que ainda busca identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer o planejamento do feminicídio. Os suspeitos permanecem à disposição das autoridades, e a participação de cada investigado deverá ser analisada no decorrer da investigação e do processo judicial.

Fonte original: https://dol.com.br/carajas/cidades/maraba/963438/homem-e-preso-suspeito-de-assassinar-layane-porto-em-maraba