A Justiça dos Estados Unidos determinou, na madrugada desta quinta-feira (24/09), que o governo de Donald Trump restabeleça o acesso de jornalistas da CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca. A ordem do juiz federal Timothy Kelly suspende temporariamente o bloqueio imposto pelo presidente aos três veículos de comunicação e exige a restituição das credenciais de imprensa.A decisão de Kelly, juiz do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia, tem validade inicial de 14 dias. Nesse período, a administração Trump fica impedida de manter a restrição contra os profissionais dos três veículos enquanto o processo judicial continua.CONTEUDO RELACIONADOPutin acusa líderes europeus de planejar guerra contra a RússiaMais de 100 pessoas tiveram lesões cerebrais em montanha-russaBrasileira encontrada morta dentro de carro na França: o que se sabe até o momentoKelly foi indicado por Trump para o cargo em 2017. Na decisão, o magistrado avaliou que os veículos têm argumentos suficientes para questionar a forma como tiveram as credenciais revogadas, especialmente diante da ausência de um procedimento prévio para que pudessem se manifestar.Quer mais notícias internacionais? Acesse o canal do DOL no WhastApp.Segundo o juiz, a medida do governo provavelmente violou os direitos constitucionais ao devido processo legal. Ele destacou que, como regra, pessoas devem receber notificação e ter a oportunidade de apresentar sua defesa antes de serem privadas de um interesse protegido constitucionalmente.BANIMENTO FOI ANUNCIADO POR TRUMPO conflito começou em 18 de setembro, quando Trump anunciou que CNN, MS NOW e Politico seriam impedidos de acessar as dependências da Casa Branca. O presidente justificou a medida acusando os veículos de publicar o que classificou como notícias falsas e informações que considerava inverídicas. No dia seguinte, jornalistas das três empresas foram efetivamente impedidos de entrar no complexo e tiveram as credenciais desativadas ou recolhidas.A decisão provocou uma reação jurídica imediata. CNN, MS NOW e Politico ingressaram conjuntamente na Justiça para tentar derrubar a restrição, alegando que a medida atingia direitos protegidos pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que assegura a liberdade de imprensa. As empresas também questionaram a ausência de devido processo antes da retirada das credenciais.DISPUTA ENVOLVE LIBERDADE DE IMPRENSAO caso colocou novamente em evidência a relação conflituosa entre Trump e veículos de comunicação que fazem cobertura crítica de seu governo. Durante seu primeiro mandato, o republicano chegou a chamar a imprensa de “inimiga do povo”, expressão que se tornou uma das marcas de sua relação com jornalistas.No processo atual, os veículos sustentam que a exclusão da cobertura da Casa Branca não pode ser utilizada como resposta ao conteúdo jornalístico publicado. A discussão deverá continuar nos tribunais após a ordem temporária de Kelly.A decisão desta quinta-feira não encerra definitivamente a disputa. Ela apenas impede, por enquanto, que o governo mantenha o bloqueio enquanto o processo avança.TRUMP ENFRENTA PRESSÃO POLÍTICAO banimento ocorreu em um momento de dificuldades políticas para Trump, segundo o texto original, que relaciona a medida a índices de aprovação em queda e ao cenário das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro.A disputa pela cobertura da Casa Branca também acontece em meio a uma série de confrontos entre o governo Trump e organizações de imprensa. Nos últimos dias, outros veículos e entidades jornalísticas reagiram à exclusão dos três meios de comunicação e defenderam a continuidade do acesso da imprensa ao governo.

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/mundo-noticias/963625/justica-manda-trump-restabelecer-acesso-da-imprensa-a-casa-branca