O cantor, compositor e produtor musical Marquinho Pará e a Banda SKema Beat apresentam o álbum “Futuro e Passado Presente”, já disponível nas plataformas digitais desde 29 de outubro. O trabalho propõe um encontro entre a trajetória do tecnobrega, suas raízes periféricas e novas possibilidades sonoras, valorizando a identidade musical paraense e a colaboração entre artistas e produtores.Natural de Belém e criado no bairro do Jurunas, território reconhecido pela força de sua cultura musical, Marquinho Pará é um dos nomes ligados à construção e à popularização do tecnobrega. Multiartista, cantor, compositor e produtor musical, participou do desenvolvimento do movimento no início dos anos 2000 e é conhecido por músicas que marcaram o repertório paraense. Entre elas está “Brega do Ouro Negro”, composição que se tornou um clássico das chamadas marcantes. Em 2002, integrou, ao lado de DJ Maluquinho e Gaby Amarantos, a criação da Banda Tecno Show, projeto que ajudou a projetar o ritmo e contou com seis composições de sua autoria.CONTEÚDOS RELACIONADOS:Espetáculo leva crianças a um reino mágico de contos de fadas em BelémExposição gratuita em Belém dentro de floresta virtual; veja horários e como visitarÀ frente da Banda SKema Beat, Marquinho conduz um projeto coletivo que reúne experiência, renovação e experimentação. O novo álbum tem direção musical do artista e produção colaborativa de nomes da música paraense: DJ Mau Mix, Melry dos Teclados, DJ Beto Metralha, Adriano Pith, Dudu Chagas e Dudu Marques.Um álbum de 11 faixas e diferentes parcerias“Futuro e Passado Presente” apresenta 11 faixas: dez inéditas e uma regravação comemorativa. Marquinho Pará assina as composições das músicas inéditas e divide parcerias com compositores de diferentes gerações, como Will Piedade e Andrey Walker, além de colaboradores de longa data, entre eles DJ Maluquinho e Deyvid Carvalho.A faixa de abertura é uma nova versão de “Brega do Ouro Negro”, clássico do tecnobrega que completa 25 anos. A música, considerada um hino das marcantes, ganha novos arranjos e interpretação, aproximando uma obra importante da memória musical paraense de novos públicos.Na sequência, o repertório apresenta “Acho que é amor”, “A menina cresceu”, “O garanhão da Amazônia”, “No Vetron vou amar você”, “Vou curtir no J Som”, “Voo eletrizante” e “DJ Diego Ferrari no meio do Mundo”. O álbum também traz “Bate cabelo”, parceria dançante com DJ Maluquinho e a Banda Bregay, cujo vocal é formado por Ticy Novaes e Musah Pinheiro, duas mulheres trans. A faixa “Cachorro vira-lata” integra o repertório, que se encerra com “Só quero beijar”, colaboração com a cantora Nívea Magno, uma das vozes reconhecidas do brega paraense.Mary Beat representa uma nova geraçãoOutra presença importante no projeto é Mary Beat, cantora e compositora de 29 anos, criada no bairro da Terra Firme, em Belém, e com três anos de carreira. Sua participação acrescenta uma nova identidade vocal à produção e simboliza o encontro entre gerações que marca a proposta do álbum.Com presença de palco e uma performance conectada à energia das aparelhagens e das festas populares, Mary Beat contribui para renovar a sonoridade da banda sem romper com as referências que formaram o gênero. A proposta é promover um diálogo entre a experiência de Marquinho Pará e a expressão artística de uma nova geração.Cyber DJ Amazon Mix aproxima música e tecnologiaO conceito do álbum também ganha forma com o Cyber DJ Amazon Mix, personagem criado como um ciborgue programado para defender e preservar a cultura paraense. Sua presença estabelece uma ligação simbólica entre passado e futuro e reforça a dimensão tecnológica da proposta musical e visual.A capa reúne os três elementos centrais do projeto: Marquinho Pará, representando o legado; Mary Beat, simbolizando a nova geração; e o personagem tecnológico, que aponta para as possibilidades futuras. Música, personagens e identidade visual se articulam para apresentar o tecnobrega como uma manifestação cultural em constante transformação.Um olhar para o futuro sem esquecer as origensCom “Futuro e Passado Presente”, Marquinho Pará e a Banda SKema Beat apresentam um trabalho que combina memória, colaboração e experimentação. Ao reunir produtores, compositores e intérpretes de diferentes trajetórias, o álbum reafirma a força coletiva da música paraense e mantém o tecnobrega em movimento, conectado às suas origens e aberto a novas sonoridades.O álbum “Futuro e Passado Presente” está disponível nas plataformas digitais.

Fonte original: http://dol.com.br/entretenimento/musica/967057/marquinho-para-e-skema-beat-a-nova-era-do-tecnobrega