Morreu na madrugada deste domingo (13), em Belém, aos 87 anos, Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, um dos nomes mais conhecidos da história recente do futebol paraense e brasileiro.Coronel Nunes construiu grande parte de sua trajetória esportiva à frente da Federação Paraense de Futebol (FPF), entidade que presidiu por quase duas décadas. Ele permaneceu no comando da federação desde 1998 até 2016, quando deixou a função para assumir a vice-presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).CONTEÚDOS RELACIONADOSEm 2018, CBF votou contra a realização da Copa nos EUA em 2026Ednaldo Rodrigues desiste de retornar à presidência da CBFCoronel Nunes (mesmo sem querer) "derrubou" Ednaldo na CBFDurante esse período, Nunes se tornou uma das principais figuras políticas do futebol no Pará. À frente da FPF, participou diretamente da organização e administração do futebol estadual e ampliou sua influência entre clubes e dirigentes paraenses.A passagem prolongada pelo comando da federação foi determinante para que o dirigente ganhasse espaço no cenário nacional. Em dezembro de 2015, ele foi eleito vice-presidente da CBF, ainda durante a gestão de Marco Polo Del Nero.Do Pará para o comando da CBFA ascensão de Coronel Nunes à cúpula do futebol brasileiro ganhou força em 2016, quando Del Nero deixou a presidência da CBF em meio às consequências das investigações internacionais sobre corrupção no futebol.Nunes assumiu a presidência da entidade e permaneceu no cargo por alguns meses. Posteriormente, voltou a comandar a CBF entre 2017 e 2019, antes da chegada de Rogério Caboclo.Em 2021, retornou novamente à presidência de forma interina, após o afastamento de Rogério Caboclo.PolêmicasAlém da longa permanência na FPF e das passagens pela presidência da CBF, Coronel Nunes também protagonizou episódios que tiveram repercussão internacional.Um dos mais conhecidos ocorreu durante a votação para definir a sede da Copa do Mundo de 2026. Na ocasião, Nunes votou pela candidatura do Marrocos, contrariando o apoio esperado da Conmebol à candidatura formada por Estados Unidos, México e Canadá.O voto do dirigente brasileiro provocou repercussão nos bastidores do futebol sul-americano.Coronel da Polícia MilitarAntes de se consolidar como dirigente esportivo, Antônio Carlos Nunes teve carreira na área militar. Coronel da reserva da Polícia Militar do Pará, ele também ocupou funções públicas no estado.Sua trajetória no futebol, entretanto, ficou marcada principalmente pelo longo período à frente da Federação Paraense de Futebol e pela posterior ascensão ao comando da CBF.A morte de Coronel Nunes encerra a trajetória de um dirigente que, durante décadas, esteve entre os principais personagens dos bastidores do futebol paraense e brasileiro.
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