A britânica Chelsea Tantum morreu aos 30 anos em decorrência de um melanoma, tipo agressivo de câncer de pele, após passar dez anos utilizando camas de bronzeamento artificial. Diagnosticada no final de 2024, aos 28 anos, ela transformou a própria experiência em um alerta sobre os perigos da exposição à radiação ultravioleta e passou a fazer campanhas de conscientização para evitar que outras pessoas enfrentassem a mesma situação.Segundo informações publicadas pelo jornal britânico The Sun, Chelsea começou a frequentar sessões de bronzeamento artificial aos 15 anos. Na época, ela e as amigas competiam para ver quem conseguia o bronzeado mais bonito. O hábito se prolongou por aproximadamente dez anos, com sessões regulares.CONTEÚDO RELACIONADOVídeo mostra últimas palavras de padre atingido por cruz: "Todos vamos morrer"Menina fica pendurada no 12º andar de prédio e é salva por vizinhosZelensky acusa EUA de atrasar envio de mísseis já pagos por países europeusA percepção sobre os riscos da prática mudou quando a jovem recebeu o diagnóstico de melanoma, no final de 2024. A doença se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção do pigmento que dá cor à pele, conforme explica o Grupo Brasileiro de Melanoma.Quer mais notícias internacionais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.Câncer se espalhou para outros órgãosO quadro clínico de Chelsea evoluiu rapidamente. Além da pele, os médicos identificaram células cancerígenas nos pulmões, no cérebro e nos ossos, indicando que o melanoma havia se espalhado pelo organismo.A britânica chegou a passar por tratamento e apresentou resultados positivos na fase inicial. No entanto, no começo de 2026, a doença voltou a avançar pelo corpo. Diante da progressão do câncer, o quadro passou a ser considerado incurável.Jovem lamentava ter usado camas de bronzeamentoUm dos principais fatores de risco para o melanoma é a exposição excessiva à radiação ultravioleta, especialmente sem proteção adequada. Chelsea acreditava que as sessões de bronzeamento artificial poderiam ter contribuído para o desenvolvimento de seu câncer, embora reconhecesse que não era possível estabelecer com certeza a origem da doença.Em um relato feito no início de 2026, a britânica expressou arrependimento por ter recorrido ao procedimento durante tantos anos. "Não posso dizer que foi definitivamente a causa do meu câncer, mas, se pudesse voltar no tempo, nunca entraria em uma cama bronzeadora", afirmou.Ela também demonstrou preocupação ao perceber que algumas amigas continuavam utilizando os equipamentos, mesmo conhecendo sua experiência. "Algumas das minhas amigas ainda usam elas, mesmo depois de tudo o que passei. Isso é muito frustrante e doloroso", declarou.Melanoma exige atenção aos riscosO caso de Chelsea reforça a importância da prevenção e da atenção a alterações na pele. O melanoma é um tipo de câncer que pode evoluir e atingir outros órgãos, tornando o diagnóstico precoce fundamental para o tratamento.A exposição à radiação ultravioleta, tanto do sol quanto de fontes artificiais, está associada ao aumento do risco de câncer de pele. Por isso, evitar camas de bronzeamento artificial e adotar medidas de fotoproteção são cuidados importantes para reduzir a exposição a esse fator de risco.A história da britânica também evidencia como práticas estéticas adotadas durante a juventude podem envolver riscos que nem sempre são percebidos naquele momento. Ao compartilhar sua experiência, Chelsea procurou alertar outras pessoas para que reconsiderassem o uso desses equipamentos.

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/mundo-noticias/966135/mulher-morre-de-cancer-de-pele-apos-10-anos-de-bronzeamento-artificial