A substituição do Registro Geral (RG) pela Carteira de Identidade Nacional (CIN) está sendo realizada de forma gradual no Brasil. Apesar da mudança, quem ainda utiliza o documento antigo não precisa procurar imediatamente um posto de atendimento: o RG continuará válido até 28 de fevereiro de 2032.O prazo permite que os brasileiros organizem a troca sem a necessidade de uma corrida aos órgãos emissores. Entretanto, existem situações específicas que exigem atenção, principalmente para quem solicita benefícios previdenciários e precisa comprovar sua identidade por meio de dados biométricos.Conteúdo RelacionadoNova Carteira de Identidade Nacional: aprenda o passo a passo para emitirINSS muda regra da biometria; veja quando o novo RG será exigidoA nova carteira foi criada para unificar a identificação dos cidadãos em todo o território nacional. No modelo anterior, uma pessoa podia ter números de RG diferentes conforme o estado em que o documento era emitido. Com a CIN, o CPF passa a ser o número único de identificação.A implantação da nova identidade também está relacionada às medidas de segurança adotadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para confirmar a identidade dos beneficiários.O cronograma prevê o uso da identificação biométrica nos procedimentos de concessão, manutenção ou renovação de benefícios, conforme as regras estabelecidas pelo governo. A partir de 1º de janeiro de 2028, a CIN será exigida como referência biométrica para esses procedimentos, respeitadas as regras de transição.Até o fim de 2026, dados biométricos já registrados em bases oficiais, como as do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do passaporte, poderão ser aproveitados nas etapas previstas.Quem não possui biometria cadastrada deve acompanhar as orientações oficiais, pois poderá precisar emitir a nova identidade para solicitar benefícios a partir de 2027. As exigências variam conforme a situação de cada pessoa, por isso a ausência da CIN não significa, por si só, cancelamento automático de aposentadorias ou pensões.O que muda com a nova carteira?Além de padronizar o registro nacional, a CIN conta com recursos que permitem verificar a autenticidade do documento. Um deles é o QR Code, que pode ser utilizado para conferir informações e reduzir o risco de fraudes.A carteira também possui versão digital, disponível pelo aplicativo GOV.BR após a emissão do documento físico. A identificação segue padrões que permitem sua utilização em viagens para países do Mercosul que aceitam esse tipo de documento, conforme as regras de cada destino.A primeira emissão da CIN em papel é gratuita. Para solicitar a carteira, o cidadão deve procurar o órgão de identificação responsável em seu estado e verificar a necessidade de agendamento.Em geral, é necessário apresentar a certidão de nascimento ou casamento, conforme o estado civil, além do CPF regularizado. A lista completa de documentos deve ser consultada nos canais oficiais do local de atendimento.Validade depende da idadeA CIN tem prazos de validade diferentes conforme a faixa etária do titular. Para crianças de até 11 anos, o documento vale cinco anos. Para pessoas entre 12 e 59 anos, o período é de dez anos. Já para quem tem 60 anos ou mais, a validade é indeterminada.Quer saber mais do Brasil? Acesse o nosso canal no WhatsAppMesmo com a possibilidade de continuar utilizando o RG antigo até 2032, antecipar a emissão pode ser conveniente para quem precisa atualizar seus dados ou está com o documento danificado.

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/brasil/966010/nova-carteira-de-identidade-veja-os-prazos-para-trocar-o-rg