Uma tecnologia desenvolvida na Argentina promete dificultar a ação de criminosos que quebram os vidros de veículos para roubar celulares e outros objetos, principalmente em semáforos e congestionamentos. Criada pela empresa Iron Glass, a solução reforça os vidros originais dos automóveis com camadas de polímeros aplicadas por meio de um processo industrial, sem a necessidade de blindagem convencional.A novidade surge em meio à preocupação com a chamada "gangue da pedrada", também conhecida como gangue do quebra-vidro, que utiliza pedras para estilhaçar os vidros de veículos parados no trânsito e cometer furtos. Conteúdos relacionados: Motor frio pode antecipar revisões e aumentar gastos com o carroVolkswagen relança ícone em versão elétrica para bater Dolphin MiniUber Electric chega a 11 novas cidades do Brasil; saiba ondeDe acordo com autoridades de segurança, a prática tem se tornado cada vez mais frequente nos grandes centros urbanos do país. Somente em janeiro deste ano, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) chegou a registrar 383 ocorrências desse tipo na capital paulista.Como é feita a proteção dos vidros?Segundo a fabricante, a tecnologia utiliza dois tipos de polímeros: o PVB, material presente nos para-brisas e responsável por manter os fragmentos unidos em caso de quebra, e o PET cristalizável, que proporciona rigidez à estrutura, sendo capaz de resistir a golpes de marretas e machados. Esses componentes são incorporados ao vidro original do veículo pelo processo de fusão, que é realizada dentro de uma autoclave sob temperatura de até 135 °C e pressão de 12 bar, e sem a necessidade de utilizar cola.A técnica foi desenvolvida pelo inventor argentino Alberto Oscar Fontela, fundador da Iron Glass, e registrada em uma patente norte-americana publicada em outubro de 2024. De acordo com informações divulgadas pelo UOL Carros, o preço estimado do produto no mercado é de R$ 10 mil.Segundo a fabricante do produto, o sistema prevê a aplicação de reforços nas duas faces do vidro. Com isso, mesmo que a superfície seja atingida e quebre, os fragmentos permanecem presos às camadas plásticas, reduzindo o risco de estilhaços atingirem os ocupantes e dificultando a abertura de uma passagem para invasores.Atualmente, a fabricante disponibiliza até quatro níveis de proteção, que variam conforme à quantidade de polímero aplicada e ao tempo de processamento do material na autoclave. Contudo, vale ressaltar que, apesar da promessa, não há laudos independentes disponíveis publicamente que comprovem o desempenho do produto ou determinem por quanto tempo ele consegue suportar uma tentativa de arrombamento.Quer mais de AutoDicas e outros assuntos? Acesse nosso canal no WhatsApp!Além disso, embora o produto utilize filmes plásticos semelhantes aos encontrados em películas automotivas, a Iron Glass afirma que ele não se enquadra nessa categoria. Segundo a empresa, a principal diferença em relação às películas antivandalismo convencionais está na espessura das camadas e no método de aplicação. Enquanto as películas tradicionais são instaladas com adesivo em lojas especializadas, em um procedimento que leva cerca de uma hora e meia, a tecnologia argentina passa por uma fusão industrial diretamente com o vidro.Ainda de acordo com a empresa, o sistema também não deve ser confundido com a blindagem automotiva, já que a proteção da Iron Glass é restrita aos vidros e não oferece resistência contra disparos de armas de fogo.
Fonte original: http://dol.com.br/noticias/auto-dicas/967112/nova-tecnologia-promete-impedir-que-ladroes-estourem-vidros-de-carros
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