A Lei 11.744/2026 reconheceu a obra da pesquisadora Zélia Amador de Deus como patrimônio cultural imaterial do estado do Pará. A lei entrou em vigor na última quinta-feira (29), após ter sido sancionada pela governadora do Pará, Hana Ghassan. O ato reconhece a importância e o legado deixado pela pesquisadora acerca de sua contribuição para a cultura e a valorização da identidade negra no Pará. A pesquisadora também foi responsável pela fundação do Centro de Estudos e de Defesa do Negro no Pará. Em 2019, a professora foi um das homenageadas na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro. No mesmo ano, a UFPA iniciou o processo de concessão do título de Professora Emérita à pesquisadores. Entre as obras de destaque de Zélia Amador de Deus, estão 'A Teia de Ananse', 'Os desafios da academia frente à Lei nº 10.639/2003', 'Espaços africanizados do Brasil: algumas referências de resistências, sobrevivências e reinvenções' e outras.Quer ler mais notícias no celular? Acesse o canal do DOL no WhatsApp Natural do território quilombola de Mangueiras, na Ilha do Marajó, Zélia Amador de Deus nasceu no dia 24 de outubro de 1951 e construiu sua trajetória acerca de temas relacionados à ancestralidade, racismo, cultura afro-amazônica, resistência e desigualdade racial. No dia 8 de setembro deste ano, a professora universitária faleceu aos 74 anos de idade. A Governadora do Pará, Hana Ghassan, e o Prefeito de Belém, Igor Normando, lamentaram a morte da pesquisadora, que recebeu diversas homenagens de artistas, amigos e admiradores de sua trajetória.
Fonte original: http://dol.com.br/entretenimento/cultura/967398/obra-de-zelia-amador-de-deus-e-declarada-patrimonio-cultural-no-para
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