A literatura traz no cerne a arte que transborda não apenas histórias, mas vivências humanas que muitas vezes são tão imersivas a ponto de fazer o leitor olhar a si mesmo nas profundezas da palavra. E quando o assunto é literatura de qualidade, o Pará se destaca mais uma vez. A paraense Monique Malcher está entre as semifinalistas do maior prêmio da literatura brasileira, o Prêmio Jabuti. Natural de Santarém, a escritora foi indicada à Categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior com a obra "Flor de Gume", publicada em 2021. Ao DOL, Monique Malcher ressaltou a importância da literatura e de como recebeu a notícia. "Flor de gume é um livro que segue me surpreendendo. Estou em uma residência literária nos Estados Unidos e recebi aqui em New Orleans a notícia. Isso me fez refletir sobre a trajetória que meu trabalho tem tomado.", disse.Quer mais notícias sobre Cultura? Acesse o canal do DOL no WhatsAppA obra Escrita em prosa poética, o livro retrata temas sensíveis e sumariamente necessários para o debate em sociedade pela ótica de mulheres amazônidas. Reunidos em 37 contos, a autora passeia pelas ruas e pelas águas paraenses trazendo as dores e as forças de três gerações de mulheres fortes.Em 2021, Monique venceu o Prêmio Jabuti na categoria Contos com a mesma obra e agora concorre mais uma vez. Ela ressaltou ainda que escrever sobre a Amazônia não é tão simples, mas disse que se sente realizada por chegar a lugares tão distantes. "Não é simples falar da Amazônia e de assuntos difíceis como violência doméstica através da ficção e chegar em leitores de outros países. Flor de Gume é semifinalista porque foi publicado na maior editora do México, a Fundo de Cultura Economica. Isso me causa muita felicidade porque eu sonhava ser lida primeiro na América Latina. O norte tem escritores maravilhosos e vamos ocupar cada vez mais as premiações, as livrarias e os corações dos leitores. Sempre fomos e sempre seremos também literatura brasileira.", comemora.
Fonte original: https://dol.com.br/entretenimento/cultura/964139/paraense-e-semifinalista-do-maior-premio-da-literatura-brasileira




