Uma iniciativa liderada pelos Estados Unidos e apoiada por 14 países da América Latina e do Caribe passou a incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) entre as organizações classificadas como ameaças terroristas. A medida foi anunciada nesta terça-feira (22), durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.As informações foram divulgadas pelo UOL e também aparecem em uma declaração conjunta do chamado Escudo das Américas, coalizão criada pelo governo de Donald Trump para ampliar a atuação contra organizações ligadas ao tráfico internacional de drogas. Ao todo, 24 grupos narcotraficantes foram incluídos na iniciativa.Conteúdo RelacionadoTVs dos EUA suspendem cobertura após Trump barrar jornalistasLula diz na ONU que Brasil não cabe no “quintal de ninguém” e critica EUAAlém do PCC e do CV, a relação reúne organizações criminosas de diferentes países do continente. A proposta prevê que os integrantes do bloco adotem medidas coordenadas contra esses grupos, considerados pelas nações participantes uma ameaça à segurança e à estabilidade regional.Quais países participamO grupo é formado por Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago, além dos Estados Unidos.Brasil e México não fazem parte da coalizão, em que a declaração conjunta foi articulada pelo governo norte-americano e apresentada como uma frente regional de combate ao chamado narcoterrorismo.Segundo informações publicadas pela imprensa internacional, os demais governos participantes ainda não haviam se manifestado individualmente sobre a iniciativa no momento da divulgação.A classificação de uma organização como terrorista pode ampliar instrumentos de investigação, sanções e bloqueio de recursos, mas a designação, por si só, não autoriza automaticamente uma operação militar.Segundo a apuração do New York Times publicada pela Folha, a iniciativa utiliza como referência o Tratado do Rio, acordo de defesa firmado em 1947 entre países do continente. A proposta, porém, também provoca discussões sobre soberania e sobre a legislação de cada país para o emprego da força.O governo Trump vem defendendo uma participação mais direta dos Estados Unidos no combate às organizações criminosas latino-americanas. Nesta terça, durante discurso na ONU, o presidente norte-americano afirmou que poderá utilizar o poder militar dos Estados Unidos para proteger interesses considerados estratégicos no Hemisfério Ocidental.Trump também comparou os cartéis de drogas ao Estado Islâmico e defendeu uma resposta mais dura contra essas organizações. A estratégia adotada pelo governo americano, no entanto, é alvo de críticas de especialistas e ex-integrantes da própria administração dos Estados Unidos, que questionam a militarização do combate ao tráfico.Quer saber mais do mundo? Acesse o nosso canal no WhatsAppBrasil fica fora da articulaçãoA ausência brasileira ocorre em meio a críticas recentes feitas pelo governo Trump ao combate ao crime organizado no país. Em documento enviado ao Congresso dos Estados Unidos na semana passada, o governo americano afirmou que o Brasil teria falhado no enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho e classificou o país como um importante ponto do fluxo internacional de cocaína.

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/mundo-noticias/963501/pcc-e-cv-entram-em-lista-de-grupos-terroristas-em-14-paises