Até a tarde desta quinta-feira (29/10), a petição pública que pede a cassação do mandato da vereadora Patrícia Queiroz (PP), de Belém, já ultrapassava 32 mil assinaturas, número equivalente a quase quatro vezes os 8.330 votos recebidos poe ela nas eleições municipais de 2024. A mobilização foi criada após a repercussão de uma publicação compartilhada pela parlamentar nas redes sociais, que incentivava empresários a demitir permanência de funcionários associados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Disponível na plataforma Change.org, o abaixo-assinado foi criado pela ex-vereadora de Belém Gizelle Freitas e solicita que o Conselho de Ética da Câmara Municipal de Belém (CMB) e os demais órgãos competentes investiguem a conduta da parlamentar e avaliem as medidas cabíveis, incluindo a possibilidade de cassação, caso haja fundamento legal.Conteúdos relacionados: TRE-PA define data da diplomação dos eleitos no ParáVereadora de Belém é processada por defender demissão de eleitores de LulaAssédio eleitoral: ameaças no trabalho podem gerar indenizaçãoNo texto da petição, Gizelle Freitas defende que trabalhadores não devem temer perder os empregos por causa do voto ou das convicções políticas. Além disso, o documento também reivindica uma investigação transparente e a adoção das providências cabíveis caso sejam constatadas infrações.A controvérsia começou após Patrícia compartilhar uma publicação feita inicialmente por Victor Ruiz (PP), candidato não eleito a deputado federal por São Paulo, que incentivava empresários a verificar se os funcionários haviam feito o gesto do “L” durante as eleições. Após a repercussão negativa do conteúdo, a vereadora apagou a publicação e compartilhou um vídeo de um seguidor que criticava as reações ao episódio e acusava a esquerda de intolerância.O caso também chegou à Justiça por meio de uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT PA-AP), que solicitou que a parlamentar remova os conteúdos questionados, publique uma retratação e deixe de promover manifestações que estimulem a discriminação política no ambiente de trabalho.Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WahtsApp!Ainda na ação, o MPT pede o pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo, além de multas em caso de descumprimento das obrigações requeridas. Contudo, os pedidos ainda dependem de análise judicial.Vale ressaltar que, embora reúna mais de 32 mil adesões, a petição representa apenas uma forma de mobilização da sociedade civil e não determina automaticamente a abertura de um processo de cassação nem resulta, por si só, na perda do mandato. Qualquer medida depende da atuação dos órgãos competentes e do cumprimento dos requisitos legais
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/para/966909/peticao-contra-vereadora-patricia-queiroz-supera-32-mil-assinaturas
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