Nesta sexta-feira (16/10), um dia após a ocorrência registrada no bairro Parque São Domingos, na zona norte da capital paulista, o policial militar André Coelho Maximo da Costa, preso após atirar e matar uma mulher em um episódio envolvendo um suposto surto psicótico, recebeu liberdade provisória por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).Entretanto, apesar de deixar a prisão, ele deverá cumprir medidas cautelares durante o andamento das investigações. Entre as determinações judiciais estão o afastamento das atividades operacionais e de qualquer função que exija o porte de arma de fogo, além da obrigação de manter o endereço atualizado junto à vara responsável pelo caso. O descumprimento das medidas poderá resultar no retorno dele à prisão.Conteúdos relacionados: Meta admite "falhas" que prejudicaram Lula e beneficiaram Flávio BolsonaroMenina de 10 anos morre após arma cair e disparar dentro de casaCliente come bolo com rato morto e dona de loja é presaO caso ocorreu nesta quinta-feira (15/10), na Rua Mutinga, onde o policial foi detido após a morte de Camila Pereira da Silva, que estava com uma faca e apresentava sinais de um possível surto psicótico. Em imagens divulgadas pela imprensa, é possível ver o momento em que Camila avança em direção aos policiais militares e, na sequência, é atingida por um único disparo efetuado por André, caindo morta no local.O caso é investigado pelas autoridades, que buscam esclarecer as circunstâncias do disparo e apurar a conduta do policial durante a abordagem. O local da ocorrência foi preservado pelas equipes da PM até a chegada de profissionais do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) e a arma utilizada pelo policial também foi apreendida e será submetida à perícia.No boletim de ocorrência sobre o caso, o delegado João Pedro Murgolo avaliou que a reação do policial foi desproporcional e que não houve uso progressivo da força. "No instante do tiro, não havia investida da vítima contra nenhum dos policiais militares, nem movimento de ataque ao policial que estava à frente", escreveu."No momento do disparo, a vítima não fez nenhum movimento de golpe: não levantou o braço, não brandiu a faca e não avançou de forma súbita. Mesmo que se admita a versão de que ela avançava contra a guarnição, o simples deslocamento de pessoa com faca na mão, com os braços baixos e sem gesto ofensivo, a vários metros de distância, não configura por si só agressão iminente que autorize o disparo letal", completou o delegado.Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!Em posicionamento oficial, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou “não tolerar desvios de conduta” e informou que a apuração do caso está sendo acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar.  Ainda segundo a pasta, também foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar as circunstâncias da ocorrência.

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/brasil/965731/pm-que-matou-mulher-em-surto-recebe-liberdade-provisoria