Uma estrutura de mineração de criptomoedas, incluindo bitcoin, com suspeita de furto de energia elétrica foi descoberta na última quarta-feira (21/10), em Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará. A operação que reuniu Polícia Civil, por meio da Delegacia de Combate aos Crimes contra Concessionárias de Serviços Públicos (DCCCCSP), em conjunto com a Perícia Criminal e representantes da Equatorial Energia, identificou instalações suspeitas e resultou na condução de um homem à delegacia. Um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso.Durante a diligência, os peritos confirmaram a existência de dois transformadores conectados diretamente à rede de média tensão, utilizados para abastecer irregularmente o imóvel. Os equipamentos tinham potência total de 1.750 kVA e alimentavam uma estrutura destinada à mineração digital. Também foi identificada uma derivação suspeita direcionada à propriedade.CONTEÚDO RELACIONADOFurto de energia é flagrado em agência bancária, churrascaria e mais no ParáFraudes de energia: 6 pessoas são presas em Belém, Mosqueiro e AnanindeuaSete pessoas são presas por furto de energia elétrica em Belém e regiãoPerícia identificou ligação irregular na rede elétricaSegundo a Polícia Civil, a investigação começou após uma representação apresentada pelo setor jurídico da concessionária de energia, que apontou suspeitas de irregularidades no fornecimento elétrico do local. O proprietário não estava presente durante a fiscalização e será intimado a comparecer à unidade policial para prestar esclarecimentos.Quer mais notícias de polícia? Acesse o canal do DOL no WhatsApp. Consumo poderia abastecer 5,7 mil residênciasDe acordo com a Equatorial Pará, a potência identificada seria suficiente para abastecer aproximadamente 5.700 residências durante um mês, considerando um consumo médio de 200 kWh por unidade. Para a distribuidora, desvios dessa natureza provocam prejuízos ao sistema elétrico e podem comprometer a qualidade do fornecimento à população.Mineração de bitcoin demanda alto consumo de energiaA mineração de bitcoin utiliza equipamentos computacionais de alto desempenho que funcionam continuamente para processar operações da rede da criptomoeda. Como os dispositivos liberam muito calor, também precisam de sistemas de ventilação ou refrigeração, o que eleva ainda mais a demanda por eletricidade.Um relatório do Cambridge Centre for Alternative Finance estimou em 138,2 terawatts-hora o consumo anual de eletricidade da rede Bitcoin em junho de 2024, equivalente a cerca de 0,54% do consumo mundial de energia elétrica.Furto de energia pode provocar acidentesAlém dos prejuízos financeiros, ligações clandestinas podem causar sobrecargas, superaquecimento de cabos, curtos-circuitos e danos aos equipamentos da rede elétrica. As irregularidades também representam riscos à segurança e podem afetar a continuidade do serviço.A Polícia Civil informou que as investigações continuarão para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar eventuais responsabilidades criminais. A Equatorial Pará, por seu turno, orienta que denúncias de furto de energia sejam feitas anonimamente pelo telefone 0800-091-0196. Também é possível denunciar pelo número 181, da Polícia Civil.

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