Um satélite da Nasa, com aproximadamente 1,45 tonelada, deve retornar à atmosfera terrestre nesta quarta-feira (04/11), quase 22 anos depois de ser lançado ao espaço. Desenvolvido para estudar fenômenos extremos do universo, o Neil Gehrels Swift Observatory está em fase final da trajetória e pode deixar fragmentos na superfície terrestre após a reentrada. Apesar disso, a agência espacial norte-americana avalia que a possibilidade de alguém ser atingido pelos destroços é bastante baixa.Segundo as estimativas da Nasa, a maior parte da estrutura do observatório deverá se desintegrar durante a passagem pela atmosfera, mas alguns componentes podem resistir ao calor e alcançar o solo. Contudo, a probabilidade de um desses fragmentos atingir uma pessoa é de aproximadamente uma em 2.100. Conteúdos relacionados: Pescador captura peixe premiado e ganha R$ 3,6 milhões na Austrália"Profeta" prevê guerra mundial de 27 anos a partir de 2028Expedição no fundo do mar descobre "Patrick Estrela" e mais 56 novas espéciesDe acordo com a agência, a região onde os possíveis destroços podem cair ainda é incerta, pois depende do momento exato da reentrada. Entretanto, os especialistas explicam que, devido à inclinação da órbita do equipamento, a área de risco está limitada à faixa entre as latitudes de 20,6 graus ao sul e 20,6 graus ao norte, região que inclui partes da África, Ásia, Austrália, América Central e América do Sul. O monitoramento é realizado pela Nasa em conjunto com a Força Espacial dos Estados Unidos. Satélite investigava explosões de raios gamas no espaçoLançado em 2004, o Swift foi desenvolvido para investigar explosões de raios gama, consideradas alguns dos fenômenos mais poderosos do universo. Inicialmente, a missão havia sido planejada para durar apenas dois anos, mas o observatório superou a previsão e permaneceu em atividade científica por mais de duas décadas.Para cumprir os objetivos, a espaçonave foi equipada com três telescópios capazes de observar diferentes faixas de luz e identificar rapidamente eventos cósmicos de curta duração e tinha a capacidade de enviar alertas a outros observatórios, permitindo com que diferentes equipes coordenassem novas observações e acompanhassem os fenômenos identificados.Ao longo desses 22 anos de missão, o observatório contribuiu para pesquisas sobre diversos acontecimentos e objetos astronômicos. Entre eles estão galáxias ativas alimentadas por buracos negros supermassivos, explosões de estrelas, supernovas e até corpos do Sistema Solar, como cometas e asteroides.Quer mais de Curiosidade e outros assuntos? Acesse nosso canal no WhatsApp!Nos últimos anos a Nasa também tentou prolongar a vida útil do equipamento por meio de uma operação inédita de resgate espacial, que previa utilizar a espaçonave robótica Link, desenvolvida pela empresa Katalyst Space, para capturar o Swift e conduzi-lo a uma órbita mais alta, permitindo com que continuasse em operação.Entretanto, a iniciativa não teve sucesso. Em agosto deste ano, a agência anunciou que a missão não conseguiria realizar a captura do observatório devido a problemas no sistema de controle de orientação da espaçonave e, sem a possibilidade de reposicionar o equipamento em uma órbita mais elevada, o Swift segue em direção à reentrada na atmosfera terrestre.
Fonte original: http://dol.com.br/tuedoide/curiosidades/967386/satelite-da-nasa-de-145-tonelada-vai-cair-na-terra-hoje-0411
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