Muitas pessoas nem imaginam, mas o alívio rápido da dor pode esconder um problema ainda maior. De acordo com especialistas, o uso frequente de analgésicos, como paracetamol e dipirona, pode mascarar a origem do desconforto e atrasar o tratamento adequado, especialmente quando os remédios se tornam indispensáveis para manter a rotina e o paciente passa a desenvolver dependência desses medicamentos.Segundo eles, a necessidade recorrente de medicação deve ser investigada para identificar a causa dos sintomas e tratar o problema desde a origem. Além disso, a preocupação é ainda maior em casos de automedicação com opioides, como a morfina, que podem provocar dependência e transtornos relacionados ao uso.Conteúdos relacionados:Rotina e fatores emocionais podem gerar estresse no trânsito Saiba para que serve o hidratante intímo usado por Flávia AlessandraLipoaspiração de pernas auxilia no tratamento do lipedemaDe acordo com um estudo publicado na revista científica Addiction, que analisou 4,3 milhões de pessoas com dor crônica não relacionada ao câncer e tratadas com opioides, 9,3% das pessoas que desenvolveram dependência ou transtornos relacionados ao uso desses medicamentos. Dessas, quase 30% também apresentaram sinais e sintomas associados a essas condições.Além diss, os especialistas tambpem ressaltam que o risco não depende apenas do tempo de uso. Fatores como o tipo de medicamento, a dose, a duração do tratamento, a predisposição genética, o cumprimento das orientações médicas e as características do quadro de dor também podem influenciar o desenvolvimento desses problemas.Tratamento exige acompanhamento especializadoO uso por conta própria de analgésicos e anti-inflamatórios potentes é uma situação frequente nos consultórios. Contudo, segundo a comunidade médica, a interrupção também requer cuidados, sobretudo quando o paciente utiliza a medicação há muito tempo ou teme que a dor se intensifique sem ela.Nesses casos, a orientação médica pode incluir um plano de desmame, com redução gradual do medicamento conforme a substância, a dose e o período de uso. Além dissoo, a estratégia deve ser acompanhada de outras medidas para controlar os sintomas durante a retirada.Outra possibilidade para determinados tratamentos é o usos da cannabis medicinal, que contém substâncias como canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC). Contudo, o o uso da subtância deve ser avaliado individualmente, levando em conta os benefícios esperados, os riscos e os possíveis efeitos adversos.Ainda segundo os especialistas, o tratamento da dor crônica não segue uma fórmula única e pode envolver médicos, fisioterapeutas, psicólogos e profissionais de educação física.Quer mais de Saúde e outros assuntos? Acesse nosso canal no WhatsApp!Além disso, dependendo da causa e das necessidades do paciente, a abordagem pode incluir cirurgia, exercícios para fortalecimento muscular, ajustes no sono e cuidados com a saúde mental, tudo isso levando em consideração que a convivência prolongada com a dor pode reduzir a motivação e dificultar a retomada das atividades diárias.
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/te-cuida/965217/uso-diario-de-analgesicos-pode-levar-a-dependencia-entenda




