O irmão da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, afirmou nesta segunda-feira (21) que a jovem estava grávida quando foi encontrada morta, no último dia 13, em um condomínio de luxo no bairro Aldeota, em Fortaleza (CE), onde morava com o namorado.Segundo Rafael Magalhães, a família recebeu a informação no domingo (20), após dados encontrados no celular de Isabelle. O aparelho está sendo periciado pela Polícia Civil do Ceará. O irmão disse que ainda não sabe há quanto tempo a jovem tinha conhecimento da gestação nem de quantas semanas ela estava.“A gente não sabia sobre essa questão. A gente teve essa confirmação a partir de alguns dados e do celular dela, que já está com a equipe especializada da perícia”, afirmou Rafael em entrevista à rádio CBN/O Povo.CONTEÚDOS RELACIONADOS:Caso Isabelle Caracristi: o que se sabe até o momento sobre a morte da estudanteEstudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio do namorado O irmão também relatou que a gravidez era uma informação desconhecida pela família. Segundo ele, a mãe de Isabelle tinha o desejo de ser avó e costumava falar sobre isso.“Era um desejo muito forte da minha mãe, e ela cobrava muito, principalmente de mim, que sou o filho mais velho. Ela dizia: ‘quando é que você pode me dar um neto?’. E aí eu brincava, dizia que não quero. Mas eu nunca pensei que a gente iria ter essa confirmação de que uma segunda vida foi destruída”, declarou.Mesmo com as declarações da família de Isabelle, o laudo da perícia ainda não foi concluído e não houve confirmação da Polícia Civil sobre a gravidez da jovem.Quer mais notícias do Brasil? Acesse nosso canal no WhatsAppCaso é investigado pela Polícia CivilInicialmente, a morte de Isabelle teria sido tratada como suicídio. A família, porém, passou a questionar a versão após a mãe da estudante publicar um vídeo nas redes sociais apontando circunstâncias que, segundo ela, não haviam sido esclarecidas.Entre os questionamentos estão o desaparecimento do namorado de Isabelle e a falta de informações fornecidas pelo condomínio à família após a morte da jovem.Rafael afirmou que o celular da irmã foi entregue à equipe especializada responsável pela investigação e que outros elementos ainda deverão ser esclarecidos.O namorado de Isabelle, o bacharel em Direito João Munhoz Neto, é procurado pela polícia para prestar esclarecimentos. Até o momento, ele não é tratado como suspeito. A mãe dele foi localizada na noite de domingo (20), e equipamentos eletrônicos foram apreendidos para auxiliar nas investigações.A reportagem tenta localizar a defesa da família. O espaço permanece aberto para manifestação.Família relata comportamento do namoradoRafael também afirmou que Isabelle mantinha uma relação próxima com a mãe e que já teria relatado comportamentos considerados tóxicos por parte do namorado.“Quando a gente estava aqui na família, a gente via a Isabelle direto no celular. Isabelle não tinha a oportunidade de ficar junto com a família sem que tivesse sendo rastreada pelo próprio namorado. E a gente se questionava”, relatou.Laudo aponta morte por politraumatismoExames realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará apontaram que Isabelle morreu em decorrência de politraumatismo. Segundo as autoridades, as lesões identificadas são compatíveis com impacto contra o chão.A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que foram realizadas perícias complementares em áreas comuns do condomínio, no apartamento onde Isabelle morava e em outros locais relacionados ao caso. Também houve complementação da coleta de vestígios de DNA.O exame toxicológico apresentou resultado negativo. De acordo com a investigação, não foram identificadas drogas ou medicamentos no organismo da estudante antes da morte. Outros exames complementares ainda serão realizados.Até o momento, quatro pessoas prestaram depoimento. Outros quatro depoimentos estão agendados, enquanto imagens de câmeras de segurança do condomínio são analisadas pela polícia.Entenda o casoIsabelle foi encontrada morta no dia 13, em um condomínio no bairro Aldeota, onde morava com o namorado e familiares dele.De acordo com a mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, a filha enviou uma mensagem com os dizeres “Mãe, eu te amo” por volta das 19h do domingo. Ela respondeu que também amava Isabelle e pediu que a jovem tomasse um relaxante muscular, pois reclamava de dores no pescoço.Depois disso, Isorlanda afirmou que não conseguiu mais contato com a filha. Sem notícias até o dia seguinte e após ser bloqueada nas redes sociais pelo namorado da jovem, ela foi até o condomínio para tentar obter informações.Segundo o relato da mãe, houve uma movimentação incomum entre funcionários do prédio. Ela então procurou informações sobre Isabelle e teria sido informada pela síndica de que a estudante havia morrido na noite anterior e que o corpo já havia sido encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).Procure ajudaPessoas que estejam enfrentando sofrimento emocional ou pensamentos suicidas podem buscar atendimento especializado.O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuitamente, 24 horas por dia, pelo telefone 188. O atendimento também está disponível por chat, e-mail e presencialmente.Outra alternativa é procurar um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) na cidade.Jovens de 13 a 24 anos também podem buscar o canal Pode Falar, do Unicef, que oferece atendimento anônimo e gratuito.

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/brasil/963371/caso-isabelle-caracristi-irmao-diz-que-estudante-morta-em-fortaleza-estava-gravida