Apesar de ser considerada comum por muitas pessoas devido à correria do dia a dia, uma dor de cabeça súbita e intensa, a dificuldade para falar ou até mesmo a perda de força em um dos lados do corpo podem ser sinais de acidente vascular cerebral (AVC). Embora seja mais frequente entre idosos, especialistas alertam que a doença também pode atingir jovens adultos, especialmente quando existem fatores de risco cardiovascular.De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2020, a porcentagem de pacientes com AVC no Sitema Único de Saúdo (SUS) com menos de 50 anos, idade considerada fora da faixa etária que a doença costuma atingir, era de apenas 10% dos casos. Contudo, ainda segundo o órgão, atulmente, o índice saltou para 23%.Conteúdos relacionados: Shen Men: conheça o ponto da orelha associado ao relaxamentoMau hálito pode indicar problemas em outras partes do corpoTrombose: veja os sinais de alerta, diagnóstico e tratamentoAinda segundo o ministério, fatores como hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool ou outras substâncias contribuem para o aumento do risco de AVC e estão diretamente associados ao crescimento dos casos. Por isso, os especialistas ressaltam sobre a importância de investigar possíveis alterações cardíacas, distúrbios da coagulação e doenças autoimunes ou genéticas, mesmo em pessoas jovens.Quais são os sintomas de AVC?De acordo com os médicos, os sinais de AVC geralmente aparecem de forma repentina e variam conforme a região do cérebro afetada. Entre as manifestações mais comuns estão fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, boca torta, queda de um dos lados do rosto e dificuldade para falar ou compreender o que outras pessoas dizem.Além disso, a doença também pode provocar perda ou alteração súbita da visão, tontura, desequilíbrio, dificuldade para caminhar ou coordenar movimentos e confusão mental. Ainda segundo os médicos, uma dor de cabeça intensa, que começa abruptamente e não apresenta causa aparente, também exige uma atenção especial. Diante de qualquer suspeita, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192. Outra recomendação é não esperar que os sintomas desapareçam e nem administrar medicamentos por conta própria. De acordo com os especialista, mesmo quando as manifestações melhoram em poucos minutos, é necessário procurar atendimento médico, pois o quadro pode indicar um ataque isquêmico transitório, que também exige avaliação urgente.Quais são os tipos de AVC e como funciona o tratamento?O AVC é classificado principalmente em dois tipos. O primeiro é o isquêmico, que ocorre quando um coágulo ou outra obstrução impede a circulação sanguínea em um vaso que irriga o cérebro. Já o segundo tipo é o hemorrágico, que acontece quando um vaso se rompe, provocando sangramento dentro do cérebro ou nas estruturas ao redor.Nos casos de AVC isquêmico, alguns pacientes podem receber medicamentos para dissolver o coágulo. Dependendo da situação, também pode ser indicada a trombectomia mecânica, procedimento endovascular que permite retirar a obstrução do vaso sanguíneo. Já no AVC hemorrágico, o tratamento pode envolver controle da pressão arterial, medidas para conter o sangramento e, em determinadas circunstâncias, procedimentos cirúrgicos.Além disso, vale resslatar que nem todas as abordagens são adequadas para todos os pacientes. Por isso, a avaliação precisa acontecer rapidamente, já que o tempo de atendimento influencia as possibilidades de preservar o tecido cerebral e reduzir os danos.Quais sequelas a doença pode deixar?De acordo com a comunidade médica, as consequências de um AVC dependem da região cerebral atingida, da extensão da lesão e da rapidez com que o tratamento é iniciado. Entre as possíveis sequelas estão dificuldades motoras, alterações visuais, problemas na fala e na linguagem, perda de memória, dificuldade para engolir e mudanças emocionais ou cognitivas.Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!Por isso, após a fase de emergência, a reabilitação é importante para recuperar funções comprometidas pela pelo AVC. O acompanhamento pode envolver fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e assistência médica, conforme as necessidades de cada pessoa.Além disso, a reabilitação também desempenha papel importante na recuperação e aumenta as chances do paciente de retomar as atividades cotidianas e conquistar a maior autonomia possível.Como prevenir o AVC desde a juventude?Embora a idade e a predisposição genética não possam ser modificadas, muitos fatores associados ao risco de AVC podem ser controlados. Contudo, a prevenção envolve acompanhamento médico regular e hábitos que favoreçam a saúde cardiovascular.De acordo com a comunidade médica, manter a pressão arterial sob controle, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e monitorar os níveis de glicose e colesterol estão entre as medidas importantes para prevenir a doença. Além disso, a prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada e a manutenção de um peso adequado também contribuem para diminuir os riscos.
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/te-cuida/965619/jovens-podem-ter-avc-saiba-os-sintomas-riscos-e-como-prevenir




