Ter uma boa noite de sono nem sempre é uma tarefa fácil. Por isso, diante das dificuldades para adormecer ou manter o descanso durante a noite, muitas pessoas escolhem recorrer a suplementos na tentativa de melhorar a qualidade do sono. Entre as opções mais conhecidas estão a melatonina e o magnésio. Contudo, embora ambos estejam relacionados ao sono, as evidências científicas sobre os benefícios deles e as situações em que podem ser utilizados não são as mesmas.Segundo especialistas, o magnésio participa de processos ligados ao relaxamento do organismo, especialmente por atuar na produção e no funcionamento de neurotransmissores. Entre eles está o GABA, substância associada à sensação de calma, e a serotonina, que também funciona como matéria-prima para a produção de melatonina, hormônio responsável pela regulação do ciclo do sono. Conteúdos relacionados: Suplementação feminina: saiba quais nutrientes são essenciais em cada fase da vidaTomar café à tarde faz mal? Veja o que diz a ciênciaPressão alta: 10 alimentos que você deve evitar no dia a diaContudo, apesar dessa relação, os estudos sobre a eficácia do magnésio no combate à insônia ainda apresentam resultados inconclusivos. Especialistas em medicina do sono ressaltam que as pesquisas disponíveis atualmente geralmente envolvem poucos participantes e não apresentam conclusões consistentes.Um exemplo disso, é o estudo recente publicado na revista científica Nutrients, que acompanhou aproximadamente 1.500 pessoas ao longo de cinco anos. Como resultado, a pesquisa identificou uma associação entre o maior consumo de magnésio pela alimentação e um sono mais reparador entre as mulheres, relação quenão foi observada em homens.Por outro lado, a melatonina tem aplicações mais bem estabelecidas, principalmente quando os problemas para dormir estão relacionados a alterações no relógio biológico. Atualmente, a versão sintética da substância é utilizada em situações como jet lag, trabalho em turnos alternados e atraso da fase do sono, condição caracterizada pela tendência natural de adormecer e despertar mais tarde. Além disso, o hormônio também é indicado em casos de condições neurológicas que comprometem o ritmo circadiano, mecanismo responsável por organizar os períodos de sono e vigília.Quer mais de Saúde e outros assunto? Acesse nosso canal no WhatsApp!Quando a melatonina pode trazer benefícios?Segundo a comunidade médica e científica, entre os idosos, a melatonina pode ser uma alternativa para lidar com determinadas dificuldades relacionadas ao sono. Isso porque a produção natural do hormônio diminui com o avanço da idade e, nesses casos, a suplementação pode reduzir o tempo necessário para adormecer.Outro quadro em que a substância pode ajudar é o transtorno comportamental do sono REM, distúrbio mais frequente em idosos e associado a doenças neurodegenerativas, como o Parkinson. Segundo os especialistas, a melatonina pode ser usada para aliviar os sintomas da condição.Além disso, pesquisas recentes investigam os efeitos do hormônio em crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Os resultados apontam aumento do tempo total de sono e redução da dificuldade para adormecer.
Fonte original: http://dol.com.br/noticias/te-cuida/967627/melatonina-ou-magnesio-saiba-qual-e-melhor-para-dormir
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